A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (7/5), reverberou imediatamente no meio político e reacendeu o embate em torno da instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Caso Master. Após a apreensão de uma motocicleta Honda CB1000 e de um veículo BMW em um endereço ligado ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), no Lago Sul, em Brasília, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) usou as redes sociais para associar a investigação ao que classificou como um “acordão” articulado no Congresso para barrar apurações sobre supostos esquemas envolvendo o Banco Master.
Em publicação, o petista afirmou que “cada dia mais um peão do enrosco do Bolsomaster, que denunciamos na CPMI do INSS, é revelado” e citou nominalmente Ciro Nogueira como um dos personagens atingidos pela ofensiva policial. “Quem rodou dessa vez foi Ciro Nogueira, mas ainda há muito a ser descoberto”, escreveu.
Na mesma postagem, o parlamentar questionou: “Entenderam por que fizeram o acordão para votar dosimetria e abafar CPI do Master?”, em referência à recente articulação política que resultou na derrubada de vetos ligados à dosimetria penal e ao esvaziamento do debate sobre a criação de uma comissão parlamentar de inquérito mista.
Correia ainda afirmou que haveria uma engrenagem política sustentada por concessões no Congresso para atender interesses de setores investigados. Sem apresentar provas, o deputado insinuou que votações recentes teriam sido influenciadas por negociações envolvendo pautas de interesse de grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a parlamentares da oposição.
“Tem que saber mexer bem o caldeirão, tem que fazer muito acordão”, declarou. Segundo ele, haveria uma lógica de troca política para formação de maioria parlamentar, envolvendo concessões em pautas como anistia aos envolvidos nos atos golpistas e liberação de emendas. “Arruma mais dois com emenda parlamentar, faz a conta certinha. Acordo feito muito bem”, ironizou.
O parlamentar também voltou a relacionar a suposta trama a investigações mais amplas sobre tentativa de golpe de Estado e esquemas de corrupção. “Eu fiz parte da CPMI do golpe e da CPMI do INSS, e isso que foi feito — tentativa de golpe com corrupção — está unificado, centralizado e sem interrupção. Pode esperar, tudo isso vai ficar muito claro”, afirmou.
As declarações ocorrem no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no âmbito da quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master. Segundo a linha investigativa, repasses mensais de R$ 500 mil teriam sido destinados ao entorno político de Ciro Nogueira por Daniel Vorcaro, apontado como um dos principais alvos da operação.
Saiba Mais
-
Flipar Limão oferece múltiplos benefícios e é aliado da saúde
-
Flipar Marrocos reúne cultura rica e paisagens que encantam turistas
-
Mundo Elogio de Trump, tour na Casa Branca, três horas de reunião: como foi o encontro de Lula com o presidente americano
-
Revista do Correio Estantes: 3 motivos para incluir o móvel em projetos de interiores atuais
-
Mundo Dois pacientes do navio MV Hondius testam positivo para hantavírus na Holanda
-
Flipar Algumas aves chamam atenção ao imitar a fala humana
