ESCÂNDALO

Paulo Paim classifica caso Master como 'o mais grave' em 40 anos

Senador do PT diz ter assinado todos os pedidos de investigação sobre o Banco Master e aumenta pressão pela instalação de CPI e CPMI no Congresso Nacional

O senador Paulo Paim (PT-RS) se posicionou sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e afirmou considerar o caso “a situação mais grave” que acompanhou em quatro décadas de atuação no Congresso Nacional.

Em discurso na tribuna do Senado, ontem (11/5), o parlamentar defendeu a instalação imediata de comissões de investigação para apurar as denúncias que cercam a instituição financeira.

“Eu assinei tanto a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que seria mista, como também assinei a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado. E também assinei uma outra do (senador) Rogério Carvalho (PT-SE), também assinei a do (Eduardo) Girão (Novo-CE), mostrando uma coerência”, declarou Paim.

Na sequência, o senador afirmou que o caso ganhou proporções inéditas. “De fato, é uma situação gravíssima, acho que ninguém tem dúvida. Eu estou aqui há 40 anos, né? Eu acho que é a situação mais grave de todas”, disse.

Apesar da gravidade apontada, Paim afirmou não fazer acusações diretas contra investigados. “Eu não estou aqui acusando ninguém. Eu estou dizendo que instale a CPI, que é preciso ver o que é isso”, acrescentou.

A declaração ocorre em meio à crescente pressão política pela instalação de uma CPI ou CPMI para investigar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, parlamentares e possíveis conexões com agentes públicos.

O caso ganhou novos desdobramentos após operações da Polícia Federal (PF) que atingiram o senador Ciro Nogueira (PP-PI),aumentando a pressão política sobre o caso.

Investigação sofre resistência

Atualmente, há diferentes requerimentos em tramitação no Congresso. No Senado, parlamentares articulam uma CPI exclusiva da Casa, enquanto deputados e senadores também tentam viabilizar uma CPMI, que teria participação das duas Casas legislativas.

Nos bastidores, o avanço das investigações enfrenta resistência política. O principal pedido de CPMI ainda depende de leitura formal do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União- AP), etapa necessária para que a comissão seja instalada.

A demora tem provocado críticas de oposicionistas e até de parlamentares governistas favoráveis à investigação.

Na Câmara, também tramita um requerimento de CPI voltado às operações do Banco Master. A proposta aguarda despacho da presidência da Casa e ainda não teve andamento definitivo.

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