
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta terça-feira (12/5), o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com previsão de R$ 11 bilhões em aportes para as ações. O governo quer investir em 138 presídios estaduais para transformá-los em unidades de segurança máxima, com bloqueadores de celular e equipamentos mais modernos de raio-x e de revista.
O plano de ação está dividido em um decreto e quatro portarias que irão guiar o governo. Os objetivos gerais são asfixiar o eixo financeiro do crime organizado, reforçar a segurança do sistema prisional, aumentar as taxas de esclarecimentos de homicídios, e o enfrentar o tráfico de armas.
Com a criação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) Nacional e a ampliação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), a ideia é que exista uma estrutura fixa e centralizada que coordene ações que envolvam os órgãos de segurança pública que investigam as organizações criminosas.
Dos R$ 11 bilhões, R$ 1 bilhão virá do Orçamento de 2026, e os outros R$ 10 bilhões virão de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.
Estados que aderirem terão acesso a recursos
A implementação do plano dependerá da adesão dos governos estaduais, e os estados que aderirem às propostas terão acesso a recursos de fundos federais.
De olho nas eleições de 2026, Lula busca maior protagonismo na pauta de segurança pública, campo dominado pela oposição.

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