Segurança Pública

Plano contra facções anunciado por Lula visa modernizar presídios

Programa lançado nesta terça (12/5) vai modernizar 138 prisões estaduais. Iniciativa mira ainda o asfixiamento financeiro das organizações criminosas, e terá R$ 11 bilhões em investimentos

Programa terá R$ 1 bilhão do orçamento público e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para os governos estaduais -  (crédito:   Carlos Vieira CB/DA Press)
Programa terá R$ 1 bilhão do orçamento público e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para os governos estaduais - (crédito: Carlos Vieira CB/DA Press)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta terça-feira (12/5), o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com previsão de R$ 11 bilhões em aportes para as ações. O governo quer investir em 138 presídios estaduais para transformá-los em unidades de segurança máxima, com bloqueadores de celular e equipamentos mais modernos de raio-x e de revista.

O plano de ação está dividido em um decreto e quatro portarias que irão guiar o governo. Os objetivos gerais são asfixiar o eixo financeiro do crime organizado, reforçar a segurança do sistema prisional, aumentar as taxas de esclarecimentos de homicídios, e o enfrentar o tráfico de armas.

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Com a criação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) Nacional e a ampliação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), a ideia é que exista uma estrutura fixa e centralizada que coordene ações que envolvam os órgãos de segurança pública que investigam as organizações criminosas.

Dos R$ 11 bilhões, R$ 1 bilhão virá do Orçamento de 2026, e os outros R$ 10 bilhões virão de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

Estados que aderirem terão acesso a recursos

A implementação do plano dependerá da adesão dos governos estaduais, e os estados que aderirem às propostas terão acesso a recursos de fundos federais.

De olho nas eleições de 2026, Lula busca maior protagonismo na pauta de segurança pública, campo dominado pela oposição.

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postado em 12/05/2026 11:59
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