Redução de jornada

Motta diz que tempo de transição para fim da 6x1 ainda é dúvida no texto

Presidente da Câmara defendeu que haja convergência entre empresários, que pregam transição de mais de 1 ano para redução da carga horária de seus funcionários, e o governo, que defende fim imediato da escala 6x1

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (19/5) ainda haver dúvidas sobre como será o tempo de transição para que o texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 seja apresentado.

"A ideia é construirmos com o governo um acordo. Não há ainda essa questão 100% resolvida porque nós temos que dialogar até o fim para entender como dará a conclusão final do texto. Esse é um dos pontos que nós vamos trabalhar nos próximos dias para que a proposta seja apresentada pelo relator", disse Motta, em entrevista a jornalistas.

A definição de uma regra de transição é uma das principais divergências entre o governo e setores ligados ao empresariado. Enquanto parlamentares e ministros ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem redução imediata para 40h semanais trabalhadas, legisladores ligados ao mercado corroboram a ideia de que a aplicação da redução da escala de trabalho seja feita em tempo maior.

No momento, o texto da PEC que prevê o fim da 6x1 é discutido em uma comissão especial da Câmara presidida pelo deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA). Esse grupo de trabalho vai apresentar, amanhã (20), a primeira versão da proposta.

Já versão final do texto, de acordo com perspectivas do presidente da Câmara, Hugo Motta, será votada em Plenário da Casa na próxima semana, em 27 de maio. "Alguns pontos estão sendo discutidos com o governo e com bancadas. Nós devemos amanhã receber também representantes do setor produtivo porque desde o início nós colocamos que conduziríamos essa pauta com muito equilíbrio, mas sem abrir mão de entregar à sociedade brasileira a redução da jornada de trabalho sem redução salarial com dois dias de descanso", pontuou o parlamentar.

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