
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta terça-feira (19/5) após a coletiva em que o parlamentar admitiu ter se encontrado pessoalmente com o banqueiro Daniel Vorcaro para tratar do financiamento do filme Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao conversar com jornalistas depois da reunião da bancada do Partido Liberal, Cabo Gilberto minimizou a repercussão do áudio divulgado recentemente e afirmou que o caso deve ser analisado no decorrer das investigações.
“Essa questão do filme e do Daniel Vorcaro é uma página virada. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos e das investigações”, declarou.
Questionado sobre o fato de Flávio inicialmente ter negado ao portal Intercept qualquer relação com Vorcaro antes da divulgação do áudio, o deputado afirmou que o senador explicou a situação de forma “clara e objetiva” aos parlamentares da legenda.
Segundo Cabo Gilberto, Vorcaro mantinha relações com diferentes grupos políticos e empresariais antes de virar alvo das investigações envolvendo o Banco Master.
“O Daniel Vorcaro frequentava Supremo, Lula, bancou filme de Lula, bancou filme de Temer. Ele frequentava todos os meios ideológicos e partidários”, enfatizou o parlamentar.
Vorcaro pediu "discrição"
Na avaliação do deputado, o empresário teria pedido discrição sobre a participação no financiamento do longa-metragem, o que explicaria a postura inicial adotada por Flávio Bolsonaro.
“Ele disse: ‘eu quero investir, mas não quero que meu nome seja divulgado’. E foi isso que ocorreu”, disse.
Durante a entrevista, Cabo Gilberto também rebateu questionamentos sobre o impacto político do episódio para o grupo bolsonarista e afirmou que não vê irregularidades na relação entre Flávio e Vorcaro.
“Da nossa parte, o incômodo seria se ele tivesse sido pego recebendo mesada ou envolvido em esquema de corrupção”, declarou.
O deputado ainda criticou a declaração do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que recentemente defendeu uma diferenciação entre a direita tradicional e o entorno bolsonarista em meio à crise.
“Ficamos tristes com a declaração do Romeu Zema querendo colocar Flávio Bolsonaro em igualdade com o PT e o governo Lula”, afirmou.

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