A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (20/5) a indicação do ministro Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado recebeu 21 votos favoráveis e cinco contrários após sabatina realizada no colegiado. A indicação ainda precisará ser confirmada pelo plenário do Senado.
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde 2008, Benedito Gonçalves foi indicado para exercer a função no biênio de 2026 a 2028. Durante a sabatina, o magistrado reafirmou compromisso com a Constituição e destacou sua trajetória no serviço público, que soma mais de cinco décadas de atuação, sendo 38 anos dedicados à magistratura.
Formado em Direito, Gonçalves iniciou a carreira como papiloscopista da Polícia Federal e também atuou como delegado da Polícia Civil do Distrito Federal. Em 1988, tornou-se juiz federal e, duas décadas depois, assumiu uma cadeira no STJ. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exerceu os cargos de ministro substituto, ministro efetivo e corregedor-geral da Justiça Eleitoral.
O magistrado ficou à frente das ações que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro Walter Braga Netto por oito anos. Ao comentar sua atuação no TSE, Benedito Gonçalves destacou iniciativas voltadas à promoção da igualdade racial nas eleições e afirmou que o papel institucional deve ser conduzido com equilíbrio e sensibilidade social.
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“Meu princípio de atuação será simples, se aprovado no Senado: firmeza na apuração, respeito às garantias constitucionais e consciência rigorosa dos limites da função. Também considero indispensável fortalecer a capilaridade dos projetos do CNJ”, declarou o ministro durante a sabatina na CCJ.
A indicação de Benedito Gonçalves foi feita pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, que acompanhou a sessão no Senado. O relator da indicação, senador Cid Gomes, defendeu a aprovação do nome e classificou o currículo do magistrado como “extraordinário”, além de elogiar sua trajetória no Judiciário.
