
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou ao telefone com o advogado-Geral da União, Jorge Messias, e justificou sua ausência na 34ª Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4/6), em São Paulo. No diálogo, que também teve a participação do apóstolo Estevam Fernandes, organizador da manifestação, Lula disse negar a ida à manifestação religiosa para, segundo ele, evitar passar uma ideia de uso da crença para conseguir votos nas eleições de outubro, onde o petista será candidato à reeleição.
"Eu não participo de nada religioso em época de eleição, porque eu não quero passar ideia de que tô tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada", disse Lula ao apóstolo Fernandes. Na ligação, o presidente também o agradeceu por receber Messias.
"Muito obrigado pelo carinho ao companheiro Messias", afirmou Lula ao organizador da Marcha para Jesus. Ao ouvir o recado, o apóstolo respondeu ser de "grande prazer" contar com a participação de Jorge Messias no evento. "Messias é um grande irmão e a gente fica muito feliz aqui com a presença dele, viu? Presidente", declarou Estevam Fernandes.
O diálogo ainda contou com a lembrança feita pelo presidente Lula de que o evento religioso foi formalizado em lei, durante o seu governo, no ano de 2009. "Eu tô muito feliz porque é uma coisa que eu sancionei tanto tempo atrás. Sucesso que tá tendo a marcha com Jesus", lembrou o presidente.
Palanques
Embora Lula tenha optado por ausentar-se da 34ª Marcha para Jesus, o senador e precidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, participou do evento. Recebido sob aplausos do público presente na manifestação religiosa, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro discursou em prol de uma possível vitória no pleito de outubro.
agradeceu por receber o AGU, Messias.
"Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual e hoje essa é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal que vai ser expulso do governo desse Brasil este ano em nome do senhor Jesus, amém", discursou Flávio Bolsonaro.
Já Messias, o representante do governo Lula presente na marcha, ponderou que o evento religioso não deve dar lugar a palanques políticos com discursos de segregação.
"Vim aqui renovar a minha fé, minha esperança, os meus sonhos com Deus. Agradecer também o povo de Deus por toda força. Jesus não fez segmentação na sua mesa, e nós estamos aqui com um único propósito: louvar e adorar o nome do nosso senhor Jesus Cristo. Sem segregação, com amor, com coração leve, com muito espírito de louvor e adoração", defendeu.

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