DIA Mundial do Meio Ambiente

Ministro do Meio Ambiente vê pasta como "indutor" de desenvolvimento

João Paulo Ribeiro Capobianco fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente

João Paulo Capobianco -  (crédito: Carlos Moura/Senado)
João Paulo Capobianco - (crédito: Carlos Moura/Senado)

O ministro da Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, destacou nesta sexta-feira (5/6) que as ações encabeçadas por sua pasta atuam como “indutor” da busca pelo desenvolvimento socioeconômico. O ministro, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, afirmou que as proteções ambientais não devem ser interpretadas como um “obstáculo” ao desenvolvimento.

“Estamos mostrando que é possível crescer e gerar emprego e renda, sem deixar de proteger nossas florestas, nossas águas e nossa biodiversidade”, afirmou, ao elencar que, nos último três anos, houve diminuições de 50% no desmatamento na Amazônia, 32% no Cerrado e 65% no Pantanal.

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À frente do Ministério do Meio Ambiente há pouco mais de dois meses, Capobianco substituiu a ex-titular da pasta Marina Silva (Rede-SP). À época em que comandou o ministério, ela passou por impasses entre o Executivo e movimentos ambientalistas na liberação, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Petrobras para que a empresa realizasse estudos para checar a possível presença de petróleo na região da Margem Equatorial.

Segundo o governo, caso a petrolífera de fato encontre o óleo na região, os recursos provenientes dessa fonte de energia vão financiar o caminho para uma transição energética. A busca por uma transição energética foi comentado pelo ministro Capobianco, em seu pronunciamento à TV, realizado em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. 

Segundo o ministro, o Brasil lidera esse caminho. “Voltamos também a liderar a transição energética, a partir da substituição de combustíveis fósseis por opções mais limpas, como os biocombustíveis e a eletricidade”, pontuou Capobianco. 

Investimentos em ciência

O ministro do Meio Ambiente ainda condicionou a atual posição do Brasil na transição energética a investimentos em ciência e no monitoramento de instituições como o Ibama e o   Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Esses órgãos, segundo o pronunciamento de Capobianco, foram “alvo de tentativas de desmonte em anos anteriores”.

“Outro fator central foi a retomada da cooperação internacional. E depois de quatro anos de exclusão, retomamos o Fundo Amazônia, que agora tem nove países financiadores. Juntas, essas ações viabilizaram um volume recorde de 204 bilhões de reais em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento sustentável no Brasil”, destacou.

“Hoje, no mundo inteiro, são os critérios ambientais que definem acordos comerciais e abrem as portas do investimento. Ir na contramão dessa tendência pode fechar mercados e isolar o país. Proteger as nossas florestas, os nossos rios e a vida de nossas famílias já seria razão suficiente. E é, ao mesmo tempo, uma garantia para o futuro próspero da economia brasileira”, finalizou o ministro. 

O ministro do Meio Ambiente ainda destacou a ampliação de áreas de proteção ambiental e de reserva para indígenas e quilombolas. “Somadas, elas equivalem em torno de 5 milhões de campos de futebol, desses em que veremos nossa seleção jogar durante a Copa do Mundo que se aproxima”, exemplificou João Paulo Capobianco.

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postado em 05/06/2026 20:33
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