Segurança Pública

PF e Interpol avançam em coalizão sul-americana contra o crime organizado

Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que projeto pretende reunir os 12 países da América do Sul em ações conjuntas de combate ao tráfico de drogas, armas e outros crimes

Segundo Andrei, a iniciativa deve aproveitar a estrutura da Interpol montada em Buenos Aires, na Argentina -  (crédito: José Cruz/Agência Brasil)
Segundo Andrei, a iniciativa deve aproveitar a estrutura da Interpol montada em Buenos Aires, na Argentina - (crédito: José Cruz/Agência Brasil)

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou nesta quarta-feira (17/6) que o Brasil e a Interpol avançaram nas tratativas para a criação de uma coalizão sul-americana de combate ao crime organizado.

A iniciativa foi discutida durante reunião com representantes da organização internacional, e prevê a integração dos 12 países da América do Sul em ações coordenadas de investigação e cooperação policial.

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Rodrigues, que está na comitiva que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Cúpula do G7, na França, afirmou, em entrevista coletiva, que a proposta é utilizar a estrutura regional da Interpol instalada em Buenos Aires para ampliar o intercâmbio de informações, tecnologia e inteligência entre os países participantes.

“Nós vamos reunir os 12 países sul-americanos num grande esforço conjunto para enfrentamento ao tráfico de drogas, tráfico de armas, crimes ambientais, enfim, todos aqueles delitos que nós pudermos fazer a investigação nesse esforço coletivo”, explicou.

O diretor-geral da PF também destacou uma nova ferramenta lançada pela Interpol, chamada de difusão prateada, voltada à localização e recuperação de bens e recursos financeiros ligados ao crime organizado em diferentes países. “Um grande esforço das agências de segurança do mundo inteiro é enfrentar o poder econômico do crime organizado. Ano passado, retiramos mais de R$ 10 bilhões do crime organizado”, disse.

Reforço contra crimes financeiros

Ele disse também que foram tratadas medidas para ampliar a segurança do sistema financeiro brasileiro. Segundo o diretor-geral, a PF mantém tratativas com instituições financeiras para criar mecanismos adicionais de verificação e pretende avançar no compartilhamento de informações com bases de dados da Interpol, reforçando o combate a fraudes e crimes financeiros.

Andrei Rodrigues informou ainda que a Polícia Federal trabalha para instalar uma adidância na Suíça, ampliando a cooperação com autoridades europeias. O diretor também citou o fortalecimento das ações de combate aos crimes cibernéticos e de proteção a crianças e adolescentes, temas que ganharam destaque durante os debates paralelos realizados na Cúpula do G7.

Sobre o crime organizado, Rodrigues ressaltou que o Brasil já tem um papel importante, agindo em todos os estados sob o olhar da PF, assim como nas cooperações internacionais, como Interpol e Europol.

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postado em 17/06/2026 17:12
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