Caso Master

Cabo Gilberto cobra CPI do Master após ação da PF contra senador petista

Líder da oposição na Câmara afirma que investigação deve avançar sem interferências e volta a defender apuração parlamentar sobre o caso

Para o deputado do PL, o Congresso não deve aguardar a conclusão das investigações para discutir o tema e deve avançar com mecanismos próprios de fiscalização -  (crédito: Assessoria Cabo Gilberto/Divulgação)
Para o deputado do PL, o Congresso não deve aguardar a conclusão das investigações para discutir o tema e deve avançar com mecanismos próprios de fiscalização - (crédito: Assessoria Cabo Gilberto/Divulgação)

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18/6), reforça a necessidade de investigação parlamentar sobre o caso Banco Master. Ao Correio, o deputado negou que as suspeitas apuradas pela Polícia Federal representem um episódio isolado e associou o caso a denúncias feitas pela oposição contra o governo e o PT.

Segundo o parlamentar, a operação evidencia uma relação mais ampla entre agentes políticos e interesses do sistema financeiro. Cabo Gilberto citou o fato de a investigação alcançar pessoas ligadas ao Banco Master e o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.

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“Quando uma mesma teia liga um banqueiro preso, operadores, e chega até o líder do governo Lula no Senado, não é um ponto fora da curva, é o desenho do sistema”, afirmou.

O deputado também relacionou a investigação a outros escândalos de corrupção que marcaram a história recente do país e afirmou que há um padrão recorrente envolvendo o PT. Para ele, os fatos apurados pela Polícia Federal devem ser examinados com profundidade pelas autoridades competentes.

Ao comentar a nota divulgada pela defesa do dono do Banco Pleno, Augusto Lima, que classificou as diligências da Polícia Federal como desnecessárias e sustentou a legalidade dos atos investigados, Cabo Gilberto disse que cabe à investigação e ao Judiciário avaliar os elementos reunidos no processo.

“A defesa do investigado vai dizer que está tudo lícito, é o papel dela. Mas quem decide se os atos foram lícitos não é o advogado do alvo, é a investigação e a Justiça”, declarou.

O líder oposicionista afirmou ainda que os fatos já conhecidos justificam uma atuação imediata do Congresso Nacional. Segundo ele, o Parlamento não deve aguardar a conclusão das investigações para discutir o tema e deve avançar com mecanismos próprios de fiscalização.

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postado em 18/06/2026 11:41 / atualizado em 18/06/2026 11:43
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