Caso Master

Líder da oposição, Izalci pede CPMI após ação da PF contra Jaques Wagner

Senador Izalci Lucas (PL-DF) afirma que operação contra senador petista reforça denúncias sobre o caso Banco Master e cobra investigação parlamentar

"O que estamos presenciando não é um fato isolado, mas a confirmação do modus operandi histórico do PT", declarou o senador do PL - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)

O líder da oposição no Senado, Izalci Lucas (PL-DF), defendeu a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Banco Master após a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingir o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na Casa.

Em entrevista ao Correio nesta quinta-feira (18/5), Izalci afirmou que a investigação não representa um episódio isolado e associou as suspeitas apuradas pela Polícia Federal a um suposto padrão histórico de atuação do Partido dos Trabalhadores.

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“O que estamos presenciando não é um fato isolado, mas a confirmação do modus operandi histórico do PT”, declarou o senador.

A operação deflagrada na manha de hoje cumpre mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. Além de Jaques Wagner, empresários e pessoas ligadas ao caso também foram alvo das medidas determinadas pela Corte.

Para Izalci, as investigações reforçam denúncias que ele diz ter feito anteriormente sobre operações envolvendo o sistema financeiro e instituições públicas. O parlamentar citou o Banco de Brasília (BRB) e afirmou que a apuração deve avançar para esclarecer eventuais conexões entre agentes políticos e o setor financeiro.

O senador também criticou o governo federal e afirmou que o Congresso Nacional tem a responsabilidade de aprofundar a investigação por meio de uma CPMI.

“O Parlamento tem o dever moral de instalar imediatamente a CPMI do Master para desmascarar esse sistema”, afirmou.

Ao longo da entrevista, o líder oposicionista sustentou que a investigação revela a necessidade de ampliar a fiscalização sobre a atuação de instituições financeiras e sobre possíveis relações entre empresários e agentes públicos. Ele também rejeitou argumentos de que as investigações possam representar perseguição política e manifestou apoio ao trabalho da Polícia Federal e das autoridades responsáveis pelo caso.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, saiu em defesa de Jaques. “Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master. A sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”, afirmou em nota.

O senador petista é investigado no âmbito da operação, mas não foi denunciado nem condenado. As apurações seguem em curso e estão sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Também nesta quinta-feira, a defesa do empresário Augusto Lima, outro alvo da operação, afirmou em nota que as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias e sustentou que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses para prestar esclarecimentos. Os advogados afirmam que os fatos investigados são lícitos e que Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei.

A Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre os elementos reunidos nesta fase da investigação. O caso continua sob sigilo parcial, e os fatos apurados ainda serão analisados pelas autoridades responsáveis antes de eventual apresentação de denúncias.

A instalação de uma CPMI depende da obtenção do número mínimo de assinaturas de deputados e senadores e da posterior leitura do requerimento pelo Congresso Nacional.

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postado em 18/06/2026 10:47 / atualizado em 18/06/2026 10:48
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