Prisão domiciliar

Izalci diz que futuro de Bolsonaro não muda articulação da direita: "Continua sendo líder"

Senador afirmou ao Correio que acredita na prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente, mas apontou que restrições judiciais não devem alterar arranjos políticos do grupo

"Não tem sentido deixar a domiciliar. Eu acho que ele vai manter a decisão até em função das condições de saúde dele", comentou o líder da oposição no Senado - (crédito: Reprodução/Instagram @izalci)

O líder da oposição no Senado e senador pelo PL-DF, Izalci Lucas, avaliou que há expectativa de manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro diante do quadro jurídico e das condições de saúde apresentadas pela defesa.

Ao comentar o cenário, em entrevista ao Correio nesta quarta-feira (24/6), o parlamentar afirmou acreditar que o ministro Alexandre de Moraes deve manter ou prorrogar a medida. “Não tem sentido deixar a domiciliar. Eu acho que ele vai manter até em função das condições de saúde dele”, disse. Izalci também citou o entendimento de que decisões anteriores do Supremo têm considerado critérios etários e de saúde em casos semelhantes.

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Para Izalci, “os procedimentos adotados pelo ministro Alexandre de Moraes, no geral, têm levado pessoas acima de 65, 70 anos para prisão domiciliar. Então é natural que seja prorrogada e que ele fique na casa dele”, declarou.

O senador avaliou ainda que a situação jurídica de Bolsonaro não deve provocar mudanças relevantes na articulação política da oposição. Segundo ele, as restrições impostas reduzem a circulação e os encontros presenciais, mas não interrompem completamente a comunicação política do ex-presidente com aliados.

“Na prática, o Bolsonaro continua sendo líder de tudo isso”, afirmou, ao mencionar que o contato mais frequente ocorre com familiares próximos, como o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

O parlamentar destacou ainda que, em sua avaliação, a rotina de Bolsonaro sob medidas judiciais impõe limitações, incluindo visitas e articulações presenciais, mas não elimina sua influência dentro do grupo político.

A defesa do ex-presidente sustenta no Supremo Tribunal Federal que as condições de saúde que motivaram a concessão da prisão domiciliar permanecem e pediu a prorrogação da medida. O caso ainda aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes.

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postado em 24/06/2026 12:15 / atualizado em 24/06/2026 12:20
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