Justiça eleitoral

TSE mantém inelegibilidade de Cláudio Castro até 2030

Decisão transfere ao STF definição sobre modelo de sucessão no Rio de Janeiro, que pode ocorrer por eleição direta ou indireta. Ex-governador é acusado de abuso de poder em caso de "cargos secretos"

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (2/6), por unanimidade, manter a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) até 2030. A Corte também rejeitou, por 5 votos a 2, o recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), que pedia o reconhecimento da cassação do diploma político.

Com a decisão, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) retomar o julgamento que vai definir o modelo de escolha do eventual sucessor de Castro, se por eleição direta, pelo voto popular, ou de forma indireta, pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela rejeição dos recursos apresentados no caso. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. O colegiado também rejeitou os embargos apresentados por Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj.

Castro recorre da decisão que o tornou inelegível em março. Ele foi condenado por abuso de poder político e econômico em um processo relacionado a um esquema de cargos secretos.

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