O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu, nesta quarta-feira (3/6), sua ida à reunião do G7, grupo de sete países democráticos com as maiores economias do mundo. O encontro ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho, na França.
Segundo Lula, sua ida ao G7 terá o objetivo de promover ideais em defesa do multilateralismo. “Eu nem ia no G7, mas agora eu vou no G7, porque é preciso alguém tentar colocar ordem na casa e dar um paradeiro nessa coisa que está acontecendo de desmonte do multilateralismo, desmonte da democracia, e desvalorização das instituições", afirmou Lula, em discurso realizado na abertura da reunião interministerial, no Palácio do Planalto.
A ida de Lula ao encontro do G7 ocorrerá no contexto em que os Estados Unidos anunciaram tanto a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas internacionais quanto a taxação de 25% a importações brasileiras levadas aos EUA.
É possível que Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenham reunião bilateral ao longo do evento. Essa possibilidade, embora sustentada por governistas, não é comentada pelo Ministério das Relações Exteriores.
