Legislativo

BRB promete divulgar balanço de 2025 após conclusão de auditoria

Presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, afirmou no Senado que a instituição aguarda a finalização de procedimentos técnicos e regulatórios para apresentar as demonstrações financeiras

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9/6), durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o balanço financeiro referente ao exercício de 2025 será divulgado assim que forem concluídos os processos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidos pelos órgãos de controle.

Ao responder questionamentos dos senadores, Souza garantiu que a instituição tem interesse direto na publicação dos resultados, e atribuiu o atraso à necessidade de assegurar a consistência técnica das informações. Segundo ele, a divulgação ocorrerá imediatamente após a conclusão das etapas previstas pelas normas do sistema financeiro.
“O banco tem total interesse em divulgar o balanço. A quem mais interessa essa divulgação é ao próprio BRB, especialmente diante da corrida de liquidez que vem se acentuando pela ausência dessas demonstrações financeiras”, afirmou o presidente da instituição, durante a sessão.
Souza também destacou que a decisão da atual administração foi priorizar a qualidade e a confiabilidade dos dados apresentados ao mercado. Segundo ele, a estratégia busca garantir informações completas e auditadas, preservando a transparência perante clientes, investidores, órgãos de fiscalização e a sociedade.

Votação na CLDF

Durante a audiência, o presidente do BRB aproveitou para defender a aprovação de um projeto de lei, em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), considerado essencial para a reestruturação financeira da instituição.
O texto formaliza o acordo firmado entre a União e o Governo do Distrito Federal (GDF) no Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê um empréstimo de aproximadamente R$ 6,5 bilhões com recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de garantias oferecidas pelos seis maiores bancos do país.
Acompanhado por deputados distritais presentes na audiência, Souza apelou aos parlamentares pela aprovação da proposta. “É um projeto de lei importantíssimo para o Banco de Brasília. A homologação do acordo firmado no Supremo pela Câmara Legislativa é fundamental para a sobrevivência do banco”, declarou. A matéria pode ser analisada ainda nesta terça-feira pelos deputados distritais.

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