O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (16/6) que o combate ao crime organizado e a ampliação do acesso a tecnologias de ponta devem integrar a agenda internacional de desenvolvimento. As declarações foram feitas durante a reunião ampliada do G7, em Évian-les-Bains, na França, com o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”.
"O combate aos crimes transnacionais também deve fazer parte da agenda de desenvolvimento. O crime organizado é um desses desafios, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados", destacou o líder petista.
O presidente ressaltou que o enfrentamento dessas práticas deve ocorrer com respeito à soberania dos Estados. Ele também avaliou como positivo o avanço da Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas, mas defendeu uma abordagem mais ampla para enfrentar o problema.
Para Lula, a luta contra o narcotráfico precisa estar associado ao enfrentamento de outros crimes, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas. Ele destacou ainda a importância da cooperação institucional, incluindo a atuação da Interpol, para auxiliar na identificação de pessoas e ativos ligados a organizações criminosas.
“Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da Interpol, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas”, disse.
Tecnologias avançadas
Outro ponto abordado pelo chefe do Executivo foi o acesso a tecnologias avançadas, especialmente a Inteligência Artificial. Lula afirmou que as transformações energética e digital não devem repetir modelos que concentram ganhos econômicos em poucos países ou empresas.
Segundo ele, na área de minerais críticos, os países que possuem esses recursos devem participar de etapas de maior valor agregado, com incentivo à industrialização, à transferência de tecnologia e ao desenvolvimento de capacidades conforme suas próprias necessidades nacionais. “A transição energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”, declarou.
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"O combate aos crimes transnacionais também deve fazer parte da agenda de desenvolvimento. O crime organizado é um desses desafios, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados", diz uma transcrição disponibilizada no site do governo.
