SOBRETAXA

Governo brasileiro é informado sobre aplicação do tarifaço dos EUA

Planalto vê margem para negociação apesar da confirmação das novas tarifas; segundo fonte, a lista de exceções deve ser ampliada

A leitura dentro do governo é que a decisão tem caráter predominantemente político e está alinhada à estratégia protecionista adotada pela gestão de Donald Trump -  (crédito: Marcelo Carmargo/Agência Brasil)
A leitura dentro do governo é que a decisão tem caráter predominantemente político e está alinhada à estratégia protecionista adotada pela gestão de Donald Trump - (crédito: Marcelo Carmargo/Agência Brasil)

A gestão norte-americana teria informado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que vai aplicar as novas tarifas de 25% nesta quarta-feira (15/7). Segundo repassado por uma fonte palaciana ao Correio, embora a medida entre em vigor, a lista de exceções será ampliada. 

Um integrante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) sinalizou que a tendência é que, caso o tarifaço seja confirmado, seu alcance seja reduzido e não atinja setores ligados à construção. Os Estados Unidos utilizaram argumentos relacionados à Seção 301 da legislação comercial norte-americana para embasar as novas taxações. A expectativa é que os detalhes da decisão sejam divulgados em breve.

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Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que Washington utilizou informações antigas para fundamentar a investigação comercial contra o Brasil, em uma estratégia para fortalecer sua posição nas negociações bilaterais. Integrantes do governo afirmam que o relatório reúne, em grande parte, reclamações históricas de setores empresariais dos Estados Unidos, sem apresentar fatos novos que justificassem a ampliação das barreiras comerciais.

A leitura dentro do governo é que a decisão tem caráter predominantemente político e está alinhada à estratégia protecionista adotada pela gestão de Donald Trump. Apesar disso, a orientação no Palácio do Planalto segue sendo priorizar a via diplomática e manter abertas as negociações para ampliar o número de produtos isentos das tarifas e reduzir os impactos sobre as exportações brasileiras. Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, a ampliação da lista de exceções é vista como um indicativo de que ainda há espaço para negociações entre os dois países.

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AH
postado em 15/07/2026 11:50 / atualizado em 15/07/2026 12:11
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