Sabatina

Caiado: orçamento discricionário é do Presidente da República

Candidato à Presidência pelo PSD defendeu, em sabatina do Correio Braziliense, que emendas parlamentares devem estar alinhadas com as propostas do presidente da República

"O discricionário é do presidente da República, do projeto que foi aprovado pela população", disse Caiado - (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press)

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta terça-feira (28/7), em sabatina promovida pelo Correio Braziliense, que o orçamento discricionário é competência do presidente da República e dos seus projetos de governo. Segundo ele, as emendas parlamentares devem estar alinhadas com as propostas do presidente eleito pela população. 

“O discricionário é do presidente da República, do projeto que foi aprovado pela população. Se aquelas emendas têm um objetivo de estarem dentro do projeto do governo, não tem muita dificuldade de ser ali colocada. Elas não podem é estar em ONG (Organização Não-Governamental), em repasses, que não tenham nada a ver com aquilo que foi aprovado pela população”, defendeu.
Orçamento discricionário é aquele não obrigatório por lei, o que permite ao gestor decidir sobre sua execução, valor e oportunidade, como investimentos em infraestrutura e custeio da máquina pública. As emendas representam uma parcela expressiva do orçamento discricionário.
Na avaliação do candidato, o grande crescimento do orçamento discricionário é resultado de uma desordem institucional e desvirtua o sistema presidencialista. Para ele, esse cenário está relacionado à ausência de um presidente com autoridade moral e capacidade de negociação. Diante disso, ele disse que restabelecerá essa autoridade do presidente.

Reformas da Previdência e tributária

O candidato defendeu mudanças no sistema previdenciário brasileiro. Segundo ele, com a mudança da pirâmide etária — com o número de aposentados crescendo enquanto o de trabalhadores se mantém — são necessárias medidas que garantam a sustentabilidade da Previdência.
Caiado apontou que, se eleito, procurará especialistas e experiências ao redor do mundo que apontem para uma sustentabilidade do sistema previdenciário. 
Questionado sobre a reforma tributária, Caiado defendeu que haja simulações para que os impactos na economia brasileira e na vida do cidadão sejam mensurados. Ele também alertou para uma possível “destruição” do mercado formal, pela carga tributária que virá acompanhada da reforma. “Assunto muito grave que precisa de simulações”, afirmou.
A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e da Unafisco Nacional.

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postado em 28/07/2026 13:24
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