
O pré-candidato à Presidência da República Leonardo Avalanche (PRTB) negou nesta terça-feira (28/7) qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e classificou as acusações como "fake news" surgidas durante a eleição de 2024 em São Paulo.
Em sabatina promovida pelo Correio Braziliense, o presidenciável também apresentou diretrizes de sua proposta para a área de segurança pública, defendendo uma política de "tolerância zero" contra o crime organizado.
Ao ser questionado sobre as acusações, Avalanche afirmou que o caso foi investigado e que nenhuma irregularidade foi encontrada. Segundo ele, sua trajetória foi alvo de uma ampla apuração durante a disputa eleitoral.
"Isso aí é um grande exemplo do que foi a fake news na eleição de 2024 em São Paulo. Eu sou de Goiânia, nascido e criado ali em Goiânia, eu sou filho de pastor, fui para São Paulo nos 45 dias de campanha do Pablo Marçal, e lá quiseram imputar essa mentira sobre a minha pessoa. Então, assim, eu não tenho envolvimento nenhum com o crime organizado. Tanto é que houve as investigações, nada. Minha vida foi revirada na eleição, tanto pela Polícia Federal, a polícia de São Paulo", declarou.
Regras mais duras
Ao detalhar propostas para o combate ao crime organizado, Avalanche disse que seu governo adotará uma política de endurecimento das regras no sistema prisional. O presidenciável afirmou que pretende extinguir visitas íntimas para detentos, alegando que elas são utilizadas para transmitir mensagens de organizações criminosas.
"A questão do crime organizado, o nosso lema é tolerância zero contra a criminalidade. Algumas coisas nós vamos divulgar, outras não, porque eu trato com segurança de Estado. Mas uma coisa eu posso te garantir: nenhum preso mais vai ter no nosso governo essa questão do pombo-correio. Essa visita íntima que a gente vê hoje por bandidos, isso não vai ter no nosso governo, porque a pessoa vai lá e acaba virando um pombo-correio, levando recado, disseminando o terror na população", disse.
A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais(Febrafite) e da Unafisco Nacional.

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