
O pré-candidato à Presidência da República Leonardo Avalanche (PRTB) defendeu nesta terça-feira (28/7) o fortalecimento da fiscalização de crimes cometidos nas redes sociais, com foco na proteção de crianças, adolescentes e mulheres. Ele também afirmou ser contrário a medidas que, segundo ele, restrinjam a liberdade de expressão.
Durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, Avalanche afirmou que o ambiente digital é indispensável para a vida pública e para o desenvolvimento do país, mas avaliou que também se tornou um espaço onde ocorrem diferentes formas de violência. "O Brasil e o mundo estão totalmente digitais. Não tem como você fazer política ou falar de alguma coisa sem sair do complexo digital", declarou.
Ao abordar o debate sobre a regulamentação das plataformas digitais, o pré-candidato disse acreditar que é possível realizar uma fiscalização direcionada. Como exemplo, citou a suspensão de perfis de sua campanha anterior e argumentou que o mesmo mecanismo pode ser utilizado para combater conteúdos criminosos.
Segundo Avalanche, a atuação do Estado deve se concentrar em crimes como pedofilia, divulgação de conteúdos criminosos e fake news. "Todas as redes que divulgam pedofilia, crime, fake news principalmente, isso sim tem que ser fiscalizado pelo governo", afirmou.
O presidenciável também defendeu uma atuação integrada das forças de segurança. Para ele, a Polícia Federal e as polícias civis devem acompanhar de forma mais próxima os crimes praticados no ambiente virtual, especialmente aqueles que atingem jovens e crianças.
"Se não tiver um acompanhamento detalhado, uma fiscalização do governo nesse ponto, a gente vai ter muito problema, porque, do mesmo jeito que é bom, passa a ser ruim nessa questão da violência contra a criança, contra a mulher e outras coisas erradas que acontecem", disse.
Misoginia
Ao ser questionado sobre o equilíbrio entre liberdade de expressão e o combate à misoginia, Avalanche afirmou que manifestações criminosas devem ser punidas, mas ressaltou que a liberdade de expressão deve ser preservada quando exercida com responsabilidade.
"Isso aí nós temos que fiscalizar e punir esses tipos de pessoas. A liberdade a gente não pode confundir com libertinagem. Eu sou do Brasil livre, da expressão ser livre, mas com respeito e responsabilidade", declarou.
A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais(Febrafite) e da Unafisco Nacional.

Mariana Morais
Revista do Correio
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