EX-PRESIDENTE

PGR se manifesta pela manutenção de prisão domiciliar de Bolsonaro

Entendimento da PGR se baseou na conclusão da Polícia Civil do DF, que decidiu não indiciar Bolsonaro após episódio de apreensão de arma do ex-presidente

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta quarta-feira (1°/7) sobre pedido de análise requisitada pelo ministro Alexandre de Moraes em relação a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A PGR defendeu a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro.

O caso central do despacho refere-se a uma ocorrência registrada pela 17ª Delegacia de Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), envolvendo a apreensão de uma arma de fogo. O fato ocorreu no dia 15 de junho, às 23h30, e o registro policial foi formalizado logo em seguida, na madrugada do dia 16, às 00h14.

O objeto apreendido trata-se de uma pistola da marca Glock 9 milímetros, que estava acompanhada de um carregador sobressalente, encontrados com o militar Estácio Leite da Silva, que compõe a segurança do ex-presidente. Após consultas ao sistema Sigma do Exército Brasileiro, foi confirmado que o armamento pertence a Bolsonaro.

Entendimento da PGR se baseou na conclusão da Polícia Civil do DF, que decidiu não indiciar Bolsonaro após episódio de apreensão de arma do ex-presidente. "A conclusão da autoridade policial, no que se refere a Jair Bolsonaro, tem, efetivamente, bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio. Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena", diz trecho da manifestação da PGR enviada a Moraes.

O documento também pondera sobre a posse da arma de Bolsonaro. A PGR indicou a apreensão do objeto. "A manifestação é, assim, pelo regular prosseguimento da execução no regime em que se encontra, mantendo-se a pistola apreendida".

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