O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (2/7) o endurecimento das punições para crimes de violência contra a mulher e o aumento da pena para casos de feminicídio. A declaração foi feita durante a inauguração do Túnel Major Sales, em Luís Gomes (RN), principal estrutura do Ramal do Apodi.
O petista voltou a destacar o compromisso do governo federal com o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. “Nós estamos fazendo o Pacto contra o Feminicídio. E vamos endurecer. O cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais na mulher. E aumentar a pena para quem mata mulher. Não é possível, o cidadão trancar a mulher e o filho na casa e tocar fogo, o cidadão dar 66 socos na cara da mulher”, declarou.
Ao comentar o tema, o presidente afirmou que o enfrentamento à violência contra as mulheres seguirá entre as prioridades do governo federal. Lula destacou ainda que a primeira-dama Janja participa das discussões relacionadas ao Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa voltada ao fortalecimento das ações de prevenção, proteção e combate à violência de gênero. “É preciso ser duro, porque é importante que todo homem saiba que existimos porque nascemos de uma mulher”, disse o presidente.
A manifestação de Lula ocorre após a repercussão negativa envolvendo o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nesta semana, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher após divulgar um relato nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro. Após a repercussão do caso, o senador divulgou um pedido público de desculpas e afirmou que não teve a intenção de ofendê-la.
O combate ao feminicídio tem sido uma pauta recorrente nos discursos de Lula nos últimos meses. O governo federal defende o fortalecimento da rede de proteção às mulheres, a ampliação das políticas públicas de atendimento às vítimas e o endurecimento da legislação para responsabilizar autores de violência doméstica e feminicídio.
