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Camilo acredita em conversa entre Lula e Alcolumbre 'nos próximos dias'

Novo líder do PT no Senado diz estar atuando para um distensionamento da relação entre os chefes do Executivo e do Legislativo

O novo líder do PT no Senado Federal, Camilo Santana (PT-CE), afirmou nesta quarta-feira (8/7) acreditar em uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP) nos próximos dias.

Segundo ele, a reunião deve ocorrer até o recesso parlamentar, previsto para começar no dia 18 de julho. “Quem sabe, essa semana”, complementou o ex-ministro da Educação.

Santana contou que há uma mobilização de membros do governo para que a conversa entre os dois presidentes ocorra. O empenho para distensionar a relação entre ambos é um esforço de líderes do governo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, mas também do ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães. 
A expectativa é de que, com uma melhora na relação dos presidentes, haja um andamento de pautas prioritárias para o governo no Senado Federal.
Além da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1, outras matérias também estão paradas na Casa há meses, como a PEC da Segurança Pública e o projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). 

Relação estremecida

A relação está estremecida desde que o Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por 42 votos contrários a 34 a favor, os senadores impuseram uma das maiores derrotas do governo Lula no Parlamento. Foi a primeira vez em 132 anos que o Congresso Nacional barrou um indicado de um presidente da República para a Corte. 
Diante desse cenário, o líder avalia que o prazo é apertado para que os projetos prioritários tenham aprovação antes do recesso parlamentar. Segundo ele, o ideal seria que houvesse um encaminhamento às comissões para que, na volta do recesso, as matérias sejam votadas. “Não tenho dúvida de que, a partir do retorno do funcionamento da Casa, a gente vai pode aprovar”, pontuou.
O senador também foi questionado por jornalistas sobre a fala do líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), que disse que elegeria Alcolumbre como “inimigo” caso ele não desse andamento à pauta do fim da 6x1 no Senado.
“Acho que esse é o momento de termos calma de questionar e respeitar o presidente de uma Casa. A nossa orientação será a gente evitar qualquer tipo de confronto em relação a isso e a gente procurar o diálogo”, afirmou.

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