
A primeira-dama Janja Lula da Silva colocou as mulheres no centro do discurso durante agenda de campanha no Rio de Janeiro, neste sábado (22/8), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma fala direcionada especialmente às eleitoras, Janja destacou o papel feminino nas eleições, defendeu políticas de proteção e oportunidades para mulheres e afirmou que elas voltarão a ter peso decisivo na definição dos rumos do país.
Ao saudar as “queridas mulheres cariocas”, a primeira-dama fez uma homenagem à ex-senadora Benedita da Silva, apontada por ela como símbolo da trajetória de mulheres negras na política brasileira. Janja relembrou marcos da carreira da aliada, como a eleição para vereadora, a participação na Assembleia Constituinte, o mandato no Senado e o fato de ter sido a primeira mulher negra a governar um estado brasileiro.
“Bené, você representa muito, você traz com você nossa ancestralidade”, afirmou Janja, ao defender a eleição de Benedita para o Senado e dizer que ela poderá representar “com muito orgulho as mulheres do Rio de Janeiro e as mulheres do Brasil”.
A primeira-dama também citou a vereadora Marielle Franco como exemplo de resistência e luta por direitos. Segundo Janja, mesmo após ter sido assassinada, Marielle continua inspirando mulheres, jovens e meninas. Ela associou a trajetória da parlamentar às mulheres que trabalham, estudam, criam os filhos e netos, atuam em suas comunidades e movimentam a cultura, a ciência e a política fluminense.
Ao longo do discurso, Janja reforçou a importância do eleitorado feminino e afirmou que as mulheres serão novamente fundamentais para o resultado eleitoral. “Nós mulheres somos as guardiãs da democracia brasileira”, disse.
Ela lembrou que, em sua avaliação, as mulheres tiveram papel decisivo na eleição de Lula em 2022 e afirmou que o grupo voltará a ser determinante na escolha do futuro do país. Para Janja, a disputa envolve também o Brasil que será construído para as próximas gerações de mulheres.
A primeira-dama defendeu um país em que meninas possam crescer “livres, sem medo” e com oportunidades. Entre as prioridades citadas por ela estão o enfrentamento ao feminicídio e às demais formas de violência contra mulheres e meninas, políticas de saúde voltadas às mulheres em todas as fases da vida e medidas que permitam conciliar trabalho e responsabilidades familiares.
Janja também defendeu a ampliação das escolas em tempo integral, argumentando que a medida pode oferecer mais oportunidades às crianças e, ao mesmo tempo, permitir que mães trabalhem, estudem e desenvolvam seus projetos.
A segurança pública também entrou no discurso. Janja afirmou que o enfrentamento à violência deve envolver a atuação do Estado contra o crime organizado e, ao mesmo tempo, a criação de oportunidades para crianças e jovens. Segundo ela, o objetivo é evitar que adolescentes sejam atraídos pelo crime e garantir condições para que possam permanecer na escola, praticar esportes, participar de atividades culturais, aprender uma profissão e projetar um futuro.
Em defesa do governo Lula, a primeira-dama afirmou que o presidente tem uma atuação voltada especialmente para quem mais precisa e procurou associá-lo diretamente às demandas das mulheres. Ela citou trabalhadoras de diferentes regiões do Rio de Janeiro, incluindo moradoras da zona norte, da zona oeste e de comunidades como Maré, Rocinha, Alemão, Cidade de Deus, Acari e Manguinhos.
Janja também reforçou a mensagem de que Lula estaria ao lado das mulheres que enfrentam longas jornadas, sustentam famílias, movimentam negócios e comunidades e buscam melhores condições de vida. O discurso evidencia a estratégia da primeira-dama de dialogar diretamente com o eleitorado feminino e transformar as demandas das mulheres em um dos principais eixos de sua participação na campanha.

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