ELEIÇÕES 2026

Paes acusa PL de "bullying" contra prefeitos e critica adversário

Ex-prefeito participou de agenda nesta segunda (24/8) em área considerada favorável ao oponente, Douglas Ruas (PL), e acusou uso político de secretarias

Candidato do PSD afirmou que a distribuição de recursos estaduais deveria ser ampliada para os demais municípios -  (crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Candidato do PSD afirmou que a distribuição de recursos estaduais deveria ser ampliada para os demais municípios - (crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta segunda-feira (24/8), durante agenda em São Gonçalo, na Região Metropolitana, que pretende lançar uma campanha contra o que classificou como “bullying contra prefeitos” praticado pelo PL no estado. Segundo ele, prefeitos que não integram o grupo político do partido sofreriam pressão e dificuldades para acessar recursos públicos.

“Vou lançar a campanha ‘antibullying contra prefeitos’ porque o que o PL tem feito nesse período com eles é um negócio quase deselegante”, afirmou. Paes disse que sua experiência à frente da Prefeitura do Rio, por quatro mandatos, lhe permite manter diálogo com gestores municipais de diferentes grupos políticos.

“Eu fui prefeito da minha cidade durante quatro mandatos, nada mais natural que eu tenha um excepcional diálogo com os prefeitos. E todos eles sabem que alguém que foi gestor municipal quatro vezes sabe a importância deles e vai governar com eles”, declarou.

Na avaliação de Paes, a relação entre o governo estadual e as prefeituras não deve ser condicionada à proximidade política. Ele relatou que, quando ainda estava na Prefeitura do Rio, chegou a visitar escondido um prefeito aliado do PL que, segundo ele, estaria sendo pressionado pelo grupo político que comandava o estado.

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“Desde quando eu ainda estava na prefeitura, eu tinha que visitar escondido um prefeito aliado do PL porque o sujeito era oprimido. E, naquela época, eles ainda no poder, tinham os recursos retirados. Isso é absurdo”, afirmou.

Paes também direcionou críticas à atuação da Secretaria de Estado das Cidades, comandada por Douglas Ruas, que é pré-candidato a deputado federal pelo PL e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL).

Segundo Paes, a pasta estaria concentrando investimentos no município de São Gonçalo em detrimento de outras cidades fluminenses. “O Douglas Ruas fez da Secretaria das Cidades, do governo do estado, a secretaria da cidade de São Gonçalo. Ele só investia na cidade em que o pai dele é prefeito”, acusou.

O candidato do PSD afirmou ainda que a distribuição de recursos estaduais deveria ser ampliada para os demais municípios, independentemente da posição política de seus prefeitos.

“Ele não faz mais investimentos em praticamente nenhum outro município desse estado e, só este ano, perto da eleição, eles começaram a ensaiar alguns investimentos. Isso tem que ser redemocratizado, aberto aos prefeitos”, disse.

Paes afirmou que, caso seja eleito governador, pretende manter interlocução com os 92 prefeitos do estado, inclusive com Capitão Nelson, adversário político de seu grupo e pai de Douglas Ruas.

“Eu me dou bem com os 92 prefeitos do estado, tenho uma ótima relação e vou trabalhar junto com todos eles, inclusive com o pai do candidato Douglas Ruas, que é o prefeito de São Gonçalo”, garantiu.

Segurança

Durante a passagem por São Gonçalo, Paes também apresentou propostas para a área de segurança pública. O candidato afirmou que roubos e furtos estão entre as principais preocupações da população fluminense e citou um aumento dos registros no município. “Um dos principais problemas da população hoje são os roubos e furtos em todo o estado. E, aqui, em São Gonçalo, comparado ao ano passado, esse incremento foi ainda maior”, afirmou.

Como proposta, Paes defendeu a redistribuição do efetivo policial de acordo com as chamadas manchas criminais, além da adoção de novos modelos de patrulhamento.

“O que vamos fazer é redistribuir o nosso efetivo. Ampliar e distribuir os efetivos a partir de manchas criminais. Desenvolver novos modelos de patrulhamento, com quadros de missão dirigida”, explicou.


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AH
postado em 24/08/2026 19:28 / atualizado em 24/08/2026 19:29
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