
O candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), senador Eduardo Girão (Novo-CE), defendeu, ontem, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais como uma alternativa à polarização política que marca, atualmente, a vida nacional. Em entrevista ao Podcast do Correio, Girão afirmou que a união da experiência dele, no Legislativo, e de Zema, no Executivo, será um dos principais diferenciais da campanha.
Em entrevista aos jornalistas Segundo o senador, a atuação de Zema em Minas e sua própria trajetória no Senado são marcadas pela defesa de princípios como coerência, integridade e coragem. Para Girão, a chapa pretende se diferenciar pelo enfrentamento ao que considera estruturas de poder consolidadas no país.
"Tanto Romeu Zema em Minas Gerais quanto eu no Senado Federal temos mantido essa postura de enfrentar os poderosos de plantão que estão aí, os "intocáveis", especialmente no Supremo Tribunal Federal. Eu acho que o Brasil precisa ser passado a limpo novamente", afirmou.
Para Girão, o Brasil necessita de um "choque de gestão e de um governo emergencial" e Zema está preparado para enfrentar um país "quebrado". "O diferencial do Zema é a sua experiência comprovada em gestão. Ele enfrentou uma situação caótica em Minas Gerais e entregou resultados", disse.
O senador citou a carreira do presidenciável na iniciativa privada e defendeu a privatização. "O Zema apresenta propostas realistas e executáveis. Ele não é um político de carreira: enquanto outros passaram a vida inteira em cargos públicos, ele veio da iniciativa privada para resolver problemas práticos e resolveu".
Girão entende que, para que a candidatura de Zema cresça, a gestão dele em Minas Gerais precisa ser conhecida nacionalmente. Para ele, apenas na reta final das eleições que o eleitorado brasileiro tomará a decisão. "O eleitor brasileiro é como o cliente de um restaurante: não escolhe o prato com meses de antecedência, pega o cardápio na hora de pedir. É agora que o brasileiro está despertando para as eleições", avalia.
Nordeste
Além disso, para o senador, Zema é capaz de conquistar o eleitor nordestino, historicamente conhecido pelo petismo. De acordo com Girão, o presidenciável representaria os valores e princípios nordestinos, como a família e a pátria. "O brasileiro é conservador e, principalmente no Nordeste, há uma forte exigência ética. A maior crise que vivemos, hoje, não é política ou econômica, embora esta última bata à nossa porta; é uma crise moral sem precedentes. E o Zema tem demonstrado muita firmeza diante disso", comentou.
Durante o podcast, o senador também foi questionado sobre a ausência de Zema no primeiro debate presidencial, realizado pela TV Band, no domingo. Ele argumentou que a atitude foi uma "decisão amadurecida", baseada também na falta do presidente Luíz Inácio Lula da Silva, considerado o principal adversário de Zema pela legenda.
"O país não suporta mais quatro anos de PT. Temos exposto claramente esses pontos, que inclusive culminarão na indicação de quatro ministros ao STF nos próximos anos. Zema tem a experiência de ter recebido um estado arrasado pelo PT em Minas Gerais e ter conseguido reerguê-lo. A ausência de Lula enfraquece o debate, e considero um desrespeito ele estar em outra emissora no mesmo horário fazendo um jogo de cartas marcadas", afirmou.
*Estagiária sob a supervisão de Edla Lula

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