CONGRESSO

Câmara pretende votar nesta semana projeto para conter alta dos combustíveis

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que PLP deve incluir medidas sobre gasolina, etanol, fertilizantes e minerais críticos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (12/8) que o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que prevê medidas para reduzir o impacto da alta dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio, deve ser votado pela Casa ainda nesta semana. Segundo ele, a proposta é uma das prioridades do governo no Legislativo.

O texto está em negociação entre a relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), e a equipe econômica do governo. A versão em discussão deve ampliar o alcance do projeto para além da redução de tributos sobre combustíveis.

“A pauta prioritária do governo é o PLP dos combustíveis”, disse Motta. Ainda segundo o presidente da Câmara, a proposta deverá permitir que a medida provisória, que atualmente prevê subsídio para a gasolina, também alcance o etanol.

A intenção, de acordo com Motta, é preservar a diferença de preços entre gasolina e etanol prevista na Constituição. O projeto também poderá incorporar medidas consideradas estratégicas para outros setores da economia. 

Entre elas está o Profert, programa de estímulo à produção nacional de fertilizantes, apontado por Motta como importante para o agronegócio brasileiro. A proposta também deve tratar de incentivos fiscais para a exploração de minerais críticos e de isenções relacionadas à realização da Copa do Mundo feminina de 2027 no Brasil.

O que prevê o projeto

O PLP 114/2026 foi apresentado em abril pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) com o objetivo de criar regras para compensar renúncias de receita destinadas a reduzir os efeitos econômicos do choque no mercado internacional de energia causado pelo conflito no Oriente Médio. Com isso, a proposta tramita em regime de urgência e está pronta para análise do plenário.

Além disso, na versão apresentada pela relatora, a medida permite a redução de alíquotas de tributos federais incidentes sobre óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina e etanol. A compensação das renúncias seria feita com receitas extraordinárias da União relacionadas ao setor de petróleo e gás.

A proposta considera, entre as receitas extraordinárias, royalties e participações especiais decorrentes da exploração de petróleo e gás, além de receitas de tributos e dividendos relacionados ao setor.

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