ELEIÇÕES

Renan Santos defende mudar Constituição para que Brasil tenha arma nuclear

Candidato do Missão à Presidência afirmou que o país será respeitado em escala internacional quando tiver força bélica de grande magnitude

O candidato Renan Santos, que disputa a presidência da República pelo partido Missão, defendeu, em entrevista à TV Globo na noite desta quarta-feira (26), que o Brasil altere a Constituição para permitir o desenvolvimento de armas nucleares. De acordo com ele, a medida seria necessária para que o país conquiste respeito internacional.

“Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas”, disse o candidato.

Em outro momento, o candidato lembrou a situação da Venezuela, invadida por forças dos Estados Unidos que capturaram Nicolás Maduro, no começo deste ano. "A Coreia do Norte é respeitada internacionalmente, coisa que a Venezuela não foi", citou ele, destacando que a Coreia do Norte é uma nação que desenvolveu armas nucleares.

Questionado sobre como faria a medida, Renan disse que buscaria alteração na Constituição. Também disse que não atenderia uma das regras do Mercosul que determina a desnuclearização dos países do bloco em relação a armas de destruição em massa.

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O candidato do Missão também afirmou que não cumpriria decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que fossem consideradas ilegais. “Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem um dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre. Se vier uma decisão ilegal que faça as pessoas correrem um risco muito grande, você não pode cumprir. Uma decisão ilegal pode acabar com a vida de uma pessoa”, afirmou.

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