Eleições 2026

Lula questiona eleitores sobre "tipo de Brasil" que desejam

Durante live neste domingo (13/9), presidente afirmou que eleição não deve ser reduzida apenas para a disputa entre candidatos e defendeu soberania nacional, educação, empregos e fim da escala 6x1


Segundo Lula, a redução da jornada permitiria aos trabalhadores ter mais tempo para a família, participar da educação dos filhos e dividir as tarefas domésticas.
 -  (crédito: Reprodução/ Live Lula)
Segundo Lula, a redução da jornada permitiria aos trabalhadores ter mais tempo para a família, participar da educação dos filhos e dividir as tarefas domésticas. - (crédito: Reprodução/ Live Lula)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (13/9) que o eleitor deve olhar para além da disputa entre candidatos e decidir qual projeto de país deseja para o futuro. Durante uma live nas redes sociais, Lula questionou “que tipo de Brasil” os brasileiros querem e associou a escolha eleitoral a temas como soberania, exploração de recursos naturais, educação, empregos e direitos trabalhistas.

“O que você precisa pensar é que o que está em jogo não é a disputa entre um, dois, três, quatro, cinco homens ou mulheres. O que está em jogo, na verdade, é o que você deseja para esse país. Qual é o futuro que você deseja?”, afirmou.

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Lula citou como exemplos a exploração do petróleo e dos chamados minerais críticos. Segundo ele, o eleitor precisa decidir entre um país que mantenha o controle sobre riquezas naturais ou permita a entrada de empresas estrangeiras nesse setor. “Que país nós desejamos? Um país soberano, um país que só tem um dono. O dono chama-se povo brasileiro”, disse.

“Padrinho do Brasil”

Lula comparou a escolha eleitoral à decisão de escolher um padrinho para um filho. Segundo ele, os eleitores deveriam avaliar os candidatos a partir da capacidade de cuidar do futuro do país. “É como se você tivesse que escolher um compadre, alguém para batizar o seu filho. Você escolheria algum desses candidatos? Escolha então o padrinho do Brasil, aquele que vai tomar conta do Brasil”, afirmou.

Na sequência, Lula fez críticas a adversários políticos e mencionou investigações envolvendo diferentes setores. Também citou o caso das fraudes contra aposentados e afirmou que o governo combateu o esquema e iniciou o processo de ressarcimento dos beneficiários.

Sobre as acusações envolvendo o filho, o presidente declarou que, caso ele esteja envolvido em irregularidades, deverá responder por isso. Em seguida, fez uma comparação com o senador Flávio Bolsonaro. “Se meu filho tiver metido, ele vai pagar um preço muito alto”, afirmou Lula. “Mas quem tem escritório junto com o Careca é o Flávio Bolsonaro, não é o meu filho.”

Educação como projeto de futuro

Lula também direcionou parte da fala à educação e à ascensão profissional. Ao comentar trabalhadores de baixa renda, afirmou que o objetivo das políticas públicas deve ser criar condições para que as pessoas tenham acesso a estudo, formação profissional e melhores salários. “Ninguém é pobre porque quer. Ninguém é ajudante de fábrica porque quer. A gente gostaria de ser mais coisa”, disse.

Segundo Lula, o desejo de pais e mães deve ser que os filhos tenham mais oportunidades do que eles próprios tiveram. “Eu quero que seu filho estude mais do que você. Quero que seu filho tenha uma profissão melhor do que a sua e quero que o seu filho ganhe mais do que o pai”, afirmou.

O presidente também destacou a expansão das universidades e dos institutos federais durante os governos petistas e afirmou que considera um motivo de orgulho ter sido, segundo ele, o presidente que mais criou universidades no país apesar de não possuir diploma universitário. “Foi o metalúrgico sem diploma universitário o presidente que mais fez universidade na história desse país”, declarou. Lula também citou programas como Prouni, Fies, Pé-de-Meia e ensino integral como iniciativas voltadas à ampliação do acesso à educação.

Ao defender o investimento em educação, Lula afirmou que o Brasil acumulou séculos de atraso na área e atribuiu isso a uma concepção histórica segundo a qual determinados grupos sociais não precisariam estudar. “Esse país nunca investiu na educação porque eles partiam do pressuposto que indígena não precisava estudar, era só para trabalhar; negro não precisava estudar, era só para trabalhar; pobre não precisava estudar”, afirmou.

Para Lula, o projeto de futuro defendido por seu governo deve ser diferente, com a garantia de que jovens tenham acesso à formação e possam conquistar melhores oportunidades profissionais.

Fim da escala 6x1

O presidente também defendeu mudanças nas relações de trabalho e voltou a citar o fim da escala 6x1 como parte do país que deseja construir. “É esse o mundo que eu quero criar para vocês: é esse o mundo de permitir que todas as pessoas tenham direito a um bom emprego, a um salário decente, que a gente conquiste definitivamente a escala, o fim da escala 6 por 1”, disse.

Segundo Lula, a redução da jornada permitiria aos trabalhadores ter mais tempo para a família, participar da educação dos filhos e dividir as tarefas domésticas. “Para a gente ajudar a nossa mulher a limpar a casa, para a gente lavar um pouquinho de prato também, para ajudar a nossa mulher, porque as mulheres já aprenderam a ir para o mercado de trabalho, mas nós não aprendemos a ir para a cozinha ainda”, afirmou.

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postado em 13/09/2026 20:48
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