O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste domingo (13/9) que o Brasil “não quer ser comandado por milícias” e defendeu que a população escolha, nas eleições, qual projeto de país pretende construir para as próximas décadas. A declaração foi feita durante uma live com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o partido realizar um balanço das manifestações e atividades de mobilização promovidas ao longo do dia.
“Primeiro, dizer que o Brasil não quer ser comandado por milícia. Nós não queremos ser comandados por milícia. Nós não queremos ninguém que tenha vínculo com as milícias mandando no Brasil”, afirmou Edinho.
Segundo o dirigente petista, a mobilização deste domingo reuniu atividades em diferentes regiões do país. Até o momento em que participou da transmissão, o PT havia contabilizado 1.120 ações realizadas em todo o Brasil, com novas informações ainda sendo recebidas pela direção nacional.
“Foi um dia de muita mobilização, um dia muito importante”, disse Edinho, que participou de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado do candidato ao governo paulista Fernando Haddad e do vice-presidente Geraldo Alckmin. De acordo com ele, mesmo sob chuva intensa, a militância permaneceu mobilizada no local em apoio à candidatura de Lula.
“Qual Brasil que nós vamos construir”
Edinho afirmou que a mobilização entra agora em uma etapa decisiva, a cerca de três semanas das eleições. Para o presidente do PT, a disputa eleitoral ultrapassa a escolha de um candidato e envolve diferentes projetos para o futuro do país. “Nós estamos na prática há três semanas das eleições, nós sabemos que essa eleição não é só uma eleição, é a disputa de qual Brasil que nós vamos construir para as próximas décadas”, declarou.
O dirigente também defendeu uma estratégia de aproximação direta com os eleitores. Segundo ele, a escolha do eleitor depende da capacidade da campanha de dialogar com a população. “O povo brasileiro terá que escolher, e o povo brasileiro só vai escolher se nós conversarmos, só vai escolher corretamente, se nós conversarmos com o povo do nosso país”, afirmou.
Salário mínimo
Na sequência, Edinho apresentou outro ponto que, segundo ele, diferencia os projetos em disputa: a política de valorização do salário mínimo. O presidente do PT criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a política de valorização foi interrompida durante sua gestão. “Nós não queremos um comando nesse país que desvalorize o salário mínimo, como aconteceu no governo Bolsonaro. O Bolsonaro acabou com a política de valorização do salário mínimo”, disse.
Durante a transmissão, Edinho também agradeceu à militância petista e destacou a participação de influenciadores, comunicadores e militantes digitais na mobilização nacional. Ele ainda saudou Claudinha e Lissandra, que, segundo ele, tiveram papel importante na coordenação das atividades realizadas pelo país.
