Eleições 2026

Análise: ao defender investigações contra 'quem for', Lula reforça tom combativo

Membros da campanha e o próprio Flávio Bolsonaro (PL) tentam atrelar imagem do ministro Alexandre de Moraes ao líder petista; magistrado, porém, foi indicado por Michel Temer (MDB)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um momento de intensos ataques. O alvo da vez seria a ligação do petista com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tudo isso porque o magistrado figurou como peça-chave para o desfecho da tentativa de golpe de Estado, já julgada e com sentença. O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso em domiciliar por corroborar com o plano e possuir até minuta contra o Estado Democrático de Direito.

Em entrevistas, o chefe-mor do PT tem defendido que todos, sem exceção, sejam investigados e, se algo for achado, que consequências sejam aplicadas. Aliados do primogênito do ex-chefe do Executivo querem imputar a Lula as acusações voltadas a Moraes e à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, que figuram no olho do furação por suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master.

A estratégia adotada por Lula passa menos por blindar Moraes e mais por defender que a apuração avance independentemente de quem esteja no caminho. Nesta semana, o presidente afirmou que “não há ninguém que possa fugir de investigação” e também cobrou transparência sobre o caso Master.

A posição permite ao petista responder à tentativa de adversários de associá-lo à crise do Supremo sem precisar assumir a defesa das condutas atribuídas ao ministro ou de pessoas próximas a ele.

Ao mesmo tempo, Lula endurece o discurso para devolver a pressão ao campo adversário. Enquanto cobra investigação sobre eventuais irregularidades relacionadas a Moraes, o presidente também explora as revelações que atingem Flávio Bolsonaro e integrantes de seu entorno no caso Master.

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