
Estudantes resolveram ir às ruas, pelo país, em manifestações favoráveis à reeleição do presidente Lula. Na quarta-feira passada, eles realizaram atos em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Goiânia. Novas mobilizações estão previstas em universidades e espaços públicos de ao menos 16 estados e do Distrito Federal nos próximos dias.
Depois de o primeiro turno terminar, no domingo, com uma vantagem de 1,87 ponto percentual da extrema-direita sobre Lula, a União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu intensificar a presença nas ruas até a votação do dia 25.
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A programação prevê assembleias e plenárias dentro das instituições de ensino, mas também orienta diretórios e centros acadêmicos a levar as atividades para praças, bairros, periferias e estações de transporte.
Além da disputa eleitoral, as mobilizações incorporam reivindicações ligadas à educação e aos direitos sociais. Entre as pautas apresentadas pelos estudantes estão a ampliação dos investimentos no ensino público, a continuidade do Pé-de-Meia, o fortalecimento de universidades e institutos federais, a preservação de direitos sociais e o fim da escala de trabalho 6×1.
"A partir de agora é estado permanente de mobilização. Os estudantes serão decisivos para reeleger Lula. Não sairemos das ruas", disse a presidente da UNE, Bianca Borges.
A entidade também sustenta que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria riscos à democracia e a direitos relacionados a emprego, renda, alimentação, educação e ciência. Entre os objetivos da campanha estão, ainda, a aproximação com eleitores indecisos e a tentativa de mobilizar quem não compareceu às urnas no primeiro turno.
No DF, houve agenda, ontem, a partir da Universidade de Brasília (UnB), no pátio da Faculdade de Direito. Outra está marcada para terça-feira, no Museu da República.
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