
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou na estratégia de pressionar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao abrir seus sigilos, após desafiar o adversário a tornar públicas informações bancárias, fiscais e telefônicas. A campanha do líder-mor do PT apresentou, nesta quinta-feira (22/10), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os documentos para levantamento dos sigilos, além de atender aos pontos postos pela campanha do opositor.
Já a campanha do primogênito de Jair Bolsonaro disse que só vai atender a suspensão do sigilo após "analisar documentos" do presidente. "Algo não cheira bem", avaliou um adversário do "01" se referindo ao fato de que a equipe não aceitou "de pronto" e fez novas exigências.
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A advogada de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, afirma que documentos serão analisados antes da entrega dos sigilos e defende acesso a informações sobre patrimônio, uso de cartão corporativo e circulação nos palácios presidenciais.
Nos bastidores, a exposição dos sigilos ganhou peso político diante das investigações que envolvem o candidato do PL. Entre elas, está a apuração da Polícia Federal sobre um pedido de R$ 134 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujos recursos teriam como destino o financiamento de uma produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro. O caso permanece sob investigação, sem conclusão definitiva sobre as suspeitas.
A iniciativa de Lula também amplia a pressão sobre Flávio às vésperas do último debate presidencial, previsto para esta sexta-feira (23), na TV Globo.
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