ELEIÇÕES 2026

Campanha de Flávio escala Deltan para analisar documentos de sigilo de Lula

Equipe do bolsonarista afirma que ex-procurador vai examinar documentos apresentados pelo presidente e por familiares e pessoas próximas; petista autorizou a abertura dos dados sob condições de reciprocidade

Deltan foi procurador da República e ganhou projeção nacional ao atuar na Operação Lava Jato. -  (crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
Deltan foi procurador da República e ganhou projeção nacional ao atuar na Operação Lava Jato. - (crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quinta-feira (22/10) que escalou o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR), eleito senador, para analisar os documentos relacionados à quebra de sigilos autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo nota divulgada pela equipe do candidato, o trabalho incluirá os dados apresentados por Lula e os referentes ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, à primeira-dama Janja e ao assessor presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Recém-eleito, Deltan foi procurador da República e ganhou projeção nacional ao atuar na Operação Lava-Jato. Ele já havia sido senador pelo Paraná em 2022, com cerca de 2,9 milhões de votos, mas teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023. De acordo com a campanha de Flávio, o ex-procurador ficará responsável por examinar extratos, relatórios e movimentações financeiras em busca de eventuais inconsistências nos documentos.

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A iniciativa ocorre após os dois candidatos ao Planalto anunciarem medidas relacionadas à abertura de sigilos às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25). Lula apresentou ao TSE uma autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, inicialmente condicionada à reciprocidade de Flávio. O senador, no entanto, propôs ampliar o período de análise de seus próprios dados para 20 anos e apresentou exigências adicionais envolvendo familiares, empresas e pessoas ligadas ao presidente.

Na nota, a campanha de Flávio afirmou que a documentação precisa passar por uma análise criteriosa antes de ser tratada como prova de transparência. A equipe também declarou que o objetivo é verificar o conteúdo dos registros e identificar possíveis divergências. 

 

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postado em 22/10/2026 11:21
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