
Uma declaração de voo obtida pelo Correio revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um passaporte italiano para viajar a partir da Argentina, em meio às suspeitas de que teria deixado o Brasil para escapar de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, datado de terça-feira (27/10), registra o nome do parlamentar entre os passageiros de uma aeronave particular que partiu do aeroporto de San Fernando, na região metropolitana de Buenos Aires.
O manifesto identifica o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro como cidadão italiano, com a sigla "ITA" no campo destinado à nacionalidade. A relação de passageiros também inclui a esposa do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal, Carolina e Luiza, identificadas como brasileiras. Diferentemente do parlamentar, as três aparecem com documentos brasileiros.
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A declaração registra a aeronave de prefixo LV-IOW, operada pela empresa Baires Fly S.A., com saída de San Fernando (SARI) e destino a Segu, no Uruguai (SEGU), em 27 de outubro. O documento também apresenta carimbos de autoridades aeroportuárias e migratórias argentinas, datados de 27 e 28 de outubro, indicando procedimentos de controle da viagem.
O registro reforça informações obtidas pela reportagem junto a interlocutores do PL de que Flávio teria recorrido à cidadania italiana para deixar o território brasileiro após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Aliados do senador avaliam que a saída do país foi uma tentativa de evitar eventuais medidas restritivas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
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