
A senadora e ex-ministra argentina Patricia Bullrich, aliada do presidente Javier Milei, saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, e fez críticas à Justiça brasileira. Em publicação nas redes sociais, nesta quarta-feira (28/10), Bullrich questionou a atuação do Judiciário e sugeriu que adversários políticos estariam sendo alvo de perseguição.
Ao comentar a saída de Flávio do Brasil, a hermana afirmou que o senador fez uma “enorme escolha” e associou o episódio à qualidade da democracia brasileira. “É importante que a democracia não seja binária: o que ganha governa e o que perde vai para a cadeia”, escreveu, em referência à situação do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Bullrich também fez críticas à atuação das instituições brasileiras, embora não tenha citado diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “A utilização de uma Justiça não imparcial como instrumento para eliminar a oposição é uma ferramenta de poder que nunca pode ser o caminho de uma democracia”, declarou. A manifestação ocorre em meio às investigações envolvendo Flávio e às repercussões de sua saída do país após a derrota eleitoral.
Apesar das críticas, a aliada de Milei reconheceu o resultado das urnas e defendeu a manutenção das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina. “O povo decide nas urnas e sua vontade é respeitada. Esse é o princípio fundamental de toda democracia”, afirmou. Na sequência, reconheceu as divergências ideológicas entre os governos, mas destacou que os dois países compartilham interesses estratégicos e oportunidades de cooperação.
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