
O advogado Jeffrey Chiquini, deputado federal eleito pelo Partido Novo no Paraná, afirmou nesta sexta-feira (30/10) que a legenda é a única do país a não reconhecer a legitimidade do resultado da eleição presidencial de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele declarou que o partido ingressou com três ações na Justiça Eleitoral para pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito democraticamente no último domingo (25). Chiquini também antecipou que a bancada da sigla pretende fazer oposição ao governo no Congresso Nacional.
“Estou muito orgulhoso de fazer parte do Partido Novo. Nós somos o único partido do país que não reconheceu a legitimidade dessa eleição”, afirmou. Na gravação, o advogado disse, sem apresentar provas, que o pleito não teria respeitado as regras eleitorais e acusou Lula de abuso de poder político e econômico.
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O parlamentar eleito também mencionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a extensão do horário de votação até as 19h no segundo turno. Chiquini classificou a medida como “absurda” e a incluiu entre os argumentos que, segundo ele, justificariam a contestação do pleito. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu, ainda no domingo, que a apuração dos votos não havia sido comprometida após decisão de Zanin, pois a prorrogação foi aplicada apenas às seções que ainda estavam em funcionamento.
Levantamento do TSE apontou que 34.393 votos foram registrados depois das 17h em todo o país. Na Bahia, foram 1.656, e não 2 milhões, como alegações que circularam nas redes sociais.
O Novo já havia acionado o TSE antes do segundo turno com uma ação de investigação judicial eleitoral contra a chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A legenda aponta 35 medidas econômicas e sociais adotadas pelo governo em 2026, 12 delas durante o período de campanha, e sustenta que as iniciativas configurariam abuso de poder político e econômico. O partido pede a cassação da chapa e a inelegibilidade dos dois por oito anos. As acusações ainda precisam ser examinadas pela Justiça Eleitoral.
Ao projetar a atuação da legenda no Legislativo, Chiquini afirmou que o Novo terá uma postura de enfrentamento ao governo petista. Ele declarou que a bancada contará com 10 deputados federais e três senadores e prometeu não dar trégua à esquerda. “Nós seremos a maior oposição que esse país já viu. Nós não daremos um dia de refresco, um dia, uma vírgula de espaço para essa esquerda corrupta e para os tiranos de toga”, disse. Eleito pelo Paraná, o advogado ganhou projeção nacional ao integrar a defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista no STF.
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Jeffrey Chiquini durante audiência no STF: defensor de Filipe Martins, o advogado ganha destaque entre conservadores ao combater o STF enquanto se projeta nas redes sociais de olho na política
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