O deputado Danilo Forte (PP-CE) chamou de “balbúrdia jurídica” os últimos acontecimentos envolvendo a Justiça brasileira e acredita que tal cenário torna mais urgente a discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) que apresentou para propor uma reforma no Judiciário.
Na quinta-feira (1º/10), a TV Globo cancelou o debate presidencial, depois que determinações judiciais modificaram regras que já haviam sido estabelecidas para o encontro.
As decisões partiram da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e determinaram a retirada do púlpito com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate, respectivamente.
“Essa balbúrdia jurídica criada pelas Cortes Superiores do Brasil aniquila a democracia”, criticou Danilo. Para ele, os acontecimentos tornam “cada vez mais necessário e mais urgente votarmos à reforma do Judiciário”.
A proposta foi apresentada no mês passado e ganhou o apoio da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), que passou a integrar a mobilização pela coleta das assinaturas necessárias para a tramitação da PEC na Câmara. Para ser protocolada, a matéria precisa de pelo menos 171 assinaturas.
Entre outras medidas, a PEC propõe a criação de mandado de oito anos para novos ministros do STF, além de tornar rotativa as indicações à Corte entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
A proposta também restringe decisões monocráticas e trata da adoção de novas regras de conduta e a responsabilização para magistrados.
Segundo o texto, as mudanças não se aplicariam aos mandatos dos atuais ministros do STF, mas seria implementada gradualmente, à medida que surgissem novas vagas.
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