ELEIÇÕES 2026

Após repercussão negativa, Flávio Bolsonaro explica como quer 'mudar a Constituição'

Candidato ao Planalto disse que mudanças passam por reforma no Judiciário, redução da maioridade penal e fim da reeleição

O candidato à Presidência do PL, Flávio Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira (7/10), que as mudanças na Constituição que ele defende envolvem uma reforma no Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim da reeleição. As falas ocorreram após um evento que oficializou o apoio da federação formada pelo União Brasil e Progressistas ao senador. No primeiro turno, as siglas tinham optado pela neutralidade na disputa presidencial. 

O discurso ocorre após a repercussão negativa de um trecho do seu discurso realizado nesta terça-feira (6), em Goiânia (GO), quando recebeu o apoio do ex-governador do estado Ronaldo Caiado (PSD). Na ocasião, o filho "01" de Jair Bolsonaro disse que usaria a maioria conquistada pelo partido no Congresso para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”.

Hoje, ele buscou detalhar à imprensa as mudanças mencionadas. “Têm várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário. Sou a favor da diminuição da maioridade penal, tem que ser por PEC. O fim da reeleição também tem que ser por PEC, e é o Congresso que vai decidir se são quatro ou cinco anos”, explicou.

Sobre o fim da reeleição, Flávio disse que pretende usar o “capital político de um presidente recém-eleito” para aprovar uma PEC com essa mudança. “É para dar o exemplo e para botar o cidadão no centro do meu governo”, disse.

Flávio ainda afirmou que, qualquer alegação além disso, se trata de “especulação”. “Vi gente dizendo que agora, com maioria, Flávio vai fazer o que o pai não tez. Para com isso”, completou.

O senador destacou ainda que sua atuação como presidente, se eleito, será ponderada, respeitando a Constituição e “honrando e respeitando cada segmento da sociedade aqui representado nesses parlamentares”.

Além das mudanças citadas acima, Flávio também apontou para alterações na reforma tributária, inclusive na folha de pagamento. Ele voltou a defender uma redução da carga tributária e criticou alíquota projetada para o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

 

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