O advogado Marco Aurélio, um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, afirmou ao Correio que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não disputa o Palácio do Planalto para implementar um projeto de governo, mas para obter proteção jurídica diante das investigações que o cercam.
Na avaliação do integrante da equipe petista, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro pretende utilizar o mandato presidencial como uma espécie de salvo-conduto para escapar de uma eventual prisão. "Ele quer um foro privilegiado. Na verdade, ele quer um HC, ele quer um salvo conduto. Ele sabe que se ele não for eleito, ele vai ser preso", disparou.
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As declarações ocorrem em meio ao avanço de investigações envolvendo o presidenciável. Flávio já foi alvo do caso das "rachadinhas", que apurou suspeitas de desvio de salários de funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Agora, o senador é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Relatórios da PF apontam que Flávio solicitou R$ 131 milhões ao empresário, dos quais cerca de R$ 60 milhões teriam sido repassados.
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A apuração, sob relatoria do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não foi concluída. Na última sexta-feira (16/10), a PF pediu mais 90 dias para aprofundar as investigações. O senador também passou a ser investigado em outro inquérito, envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro e sua relação com o advogado Willer Tomaz.
