O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros quatro parlamentares petistas acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir uma investigação de âmbito nacional sobre campanhas de boicote econômico, ameaças e perseguição a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A representação, datada de terça-feira (27/10), aponta a circulação de listas com nomes de comerciantes, empresários e trabalhadores identificados como apoiadores do petista após o segundo turno das eleições.
No documento, ao qual o Correio teve acesso, os parlamentares apontam que as campanhas foram identificadas em municípios de ao menos oito unidades da Federação, com mensagens que incentivam a demissão de funcionários, a recusa de contratações e o rompimento de relações comerciais.
Para os autores, a semelhança entre as publicações e a rapidez com que se espalharam levantam suspeitas de uma possível articulação nacional. A representação pede que a PF investigue a existência de uma estrutura coordenada, inclusive com eventual financiamento político-eleitoral.
A ofensiva também mira uma publicação atribuída ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na qual comerciantes de esquerda são desafiados a colocar bandeiras do PT em seus estabelecimentos. Os parlamentares solicitam à PGR que apure a autoria e a origem da postagem, além de eventual relação com as campanhas de boicote.
Caso sejam identificados indícios de participação em crimes, o pedido prevê a adoção de medidas perante o Supremo Tribunal Federal (STF).
