ELEIÇÕES NO SENADO

PL oficializa nesta quarta candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado

Partido anuncia apoio ao senador nesta quarta-feira (4/11), enquanto decisão sobre a disputa pelo comando da Câmara ficará para a próxima semana, após consulta aos parlamentares eleitos

O Partido Liberal (PL) decidiu lançar a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. O anúncio oficial será feito nesta quarta-feira (4/11), após reunião de lideranças da sigla realizada nesta terça-feira (3/11). Já a posição do partido na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados só será definida na próxima semana, depois de uma nova reunião com toda a bancada, incluindo os 32 deputados eleitos que assumirão os mandatos em fevereiro de 2027.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a decisão foi adiada para garantir a participação de todos os parlamentares nas discussões. Segundo ele, ainda não há definição sobre uma eventual composição com outros partidos ou sobre qual candidatura a legenda apoiará.

"A gente não pode tomar uma decisão nessa legislatura que vai impactar no dia 1º de fevereiro, quando teremos o acréscimo de 32 novos parlamentares. A gente precisa ouvir todo mundo", declarou. O deputado também ressaltou que a sigla pretende preservar sua força política. "Hoje, o PL é uma grife nacional e nós não vamos jogar o nome do PL na lama", afirmou.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) confirmou o apoio da bancada a Rogério Marinho e destacou que o partido pretende ampliar as articulações com outras legendas. Na eleição anterior, Marinho recebeu 32 votos, mas foi derrotado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Para Portinho, o cenário atual é mais favorável, devido ao crescimento da bancada e às conversas com parlamentares de outros partidos, incluindo integrantes do Progressistas (PP). "É o momento de o Senado retomar o seu protagonismo no Congresso Nacional e se colocar como um poder autônomo, não submisso a outros poderes", afirmou.

Portinho também criticou a possibilidade de recondução de Alcolumbre e defendeu que o próximo presidente do Senado tenha independência em relação ao Judiciário. O senador afirmou que o atual presidente sofre pressões do Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive envolvendo familiares. "A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tem o rabo preso, porque isso atrapalha a independência", declarou.

Apesar das críticas, disse que os adversários devem ser tratados como concorrentes políticos, e não como inimigos.

Na Câmara, a definição ficará para a reunião marcada para quarta-feira (11/11). Sóstenes afirmou que o partido avaliará se participará de um bloco parlamentar ou se seguirá um caminho independente. A escolha também terá impacto na distribuição de espaços e comissões permanentes da Casa. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, deverá conduzir as articulações após ouvir a bancada. A orientação, segundo o líder, é buscar uma posição de consenso antes de anunciar a estratégia para a eleição de fevereiro de 2027.

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