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5 cuidados essenciais para viajar com os pets no verão

Especialista em comportamento animal explica como garantir segurança, bem-estar e equilíbrio emocional durante as férias em família

Cuidados durante as viagens de verão mantêm o bem-estar emocional e comportamental dos animais (Imagem: Kasefoto | Shutterstock)
 -  (crédito: EdiCase)
Cuidados durante as viagens de verão mantêm o bem-estar emocional e comportamental dos animais (Imagem: Kasefoto | Shutterstock) - (crédito: EdiCase)

Com o crescimento da adoção de animais de estimação e a naturalização dos pets como parte da família, é cada vez mais comum levar cães e gatos nas viagens de férias. Hospedagens pet-friendly, transportes adaptados e o desejo de dividir momentos especiais com os bichinhos têm impulsionado esse movimento. Mas, para que a experiência seja realmente positiva, é essencial que os tutores se atentem não só aos cuidados físicos, mas sobretudo ao bem-estar emocional e comportamental dos animais.

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“Assim como nós, os pets também sentem ansiedade diante do desconhecido. Viagens envolvem mudanças de rotina, estímulos novos, ambientes diferentes e até interações inesperadas. Quando o tutor entende como o pet se comunica emocionalmente, toda a experiência se torna mais leve e segura”, afirma Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO do Grupo Comportpet, centro de treinamento e bem-estar animal.

A seguir, Cleber Santos apresenta cuidados essenciais para uma viagem tranquila ao lado dos pets. Confira!

1. Prepare o pet emocionalmente antes da viagem

Antes de sair de casa, o pet precisa entender, emocionalmente, que algo novo está por vir, mas que sua base de segurança continuará sendo a família. Exercícios simples ajudam muito: trajetos curtos de carro, contato prévio com a caixa de transporte e a caminha sempre acessível criam familiaridade com o processo. Levar itens com o cheiro da casa, como um cobertor ou brinquedo preferido, reforça ainda mais a sensação de continuidade da rotina mesmo em outro ambiente.

“Quando o pet reconhece elementos conhecidos durante a viagem, ele se sente emocionalmente amparado. Manter horários parecidos de alimentação, descanso e passeios traz previsibilidade e previsibilidade é segurança. O emocional do pet precisa estar estruturado antes de chegar ao destino para que ele viva a viagem como uma experiência positiva, e não como um desafio”, explica Cleber Santos.

2. Respeite o ritmo de socialização em novos ambientes

Quando o pet chega em um lugar novo, tudo é estímulo: cheiros, sons, pessoas e espaços diferentes. Para que isso seja positivo, é importante permitir que ele explore no próprio ritmo, sempre com o tutor por perto como referência. Ter um cantinho fixo, como a caminha ou uma manta, ajuda a criar um ponto de segurança e compreensão do ambiente.

“Nada deve ser forçado: o ideal é permitir alguns minutos de observação para que ele processe o ambiente e só depois comece a interagir. A presença tranquila do tutor diminui o risco de ansiedade, medo ou reatividade. Socialização saudável é sobre conexão emocional e segurança, não sobre exposição intensa”, diz o especialista em comportamento animal.

Mulher passeando com um cachorro na beira da praia
Ambientes abertos podem despertar curiosidade ou desconforto nos pets (Imagem: Alfons Moles Juny | Shutterstock)

3. Previna fugas com vínculo e presença ativa

Ambientes abertos, como praias, parques e locais turísticos, podem despertar curiosidade ou até desconforto em alguns pets. O tutor deve se manter como referência de tranquilidade e conexão durante todo o tempo. Caminhar junto, brincar junto e incentivar que o animal explore sempre ao lado da família cria uma relação segura que reduz drasticamente o risco de fugas.

“A fuga não é sobre desobediência, é sobre desconexão. Quando o pet está emocionalmente ligado ao tutor, ele não busca se afastar. Verificar a coleira, manter identificação atualizada e evitar sobrecarga de estímulos fazem parte do cuidado, mas o principal é o vínculo: é ele que mantém o pet perto, mesmo em lugares com muitas distrações”, reforça.

4. Identifique sinais de sobrecarga e faça pausas estratégicas

Em destinos movimentados, o animal pode ficar eufórico, até que essa euforia se transforme em estresse. Bocejos em excesso, inquietação, chorinhos, respiração acelerada, lamber o focinho repetidamente e buscar refúgio próximo ao tutor são alguns dos sinais de que o pet está passando do limite emocional.

“Quando o pet demonstra esses sinais, a pausa não é opcional, ela é essencial. Parar alguns minutos, oferecer água, sombra e um toque de afeto restabelece o equilíbrio emocional e previne reatividade ou mal-estar físico. O pet sempre avisa quando precisa de ajuda. O tutor só precisa aprender a escutar o que o comportamento está dizendo”, analisa.

5. No calor, diversão deve caminhar com segurança

O ambiente praiano ou de verão traz situações específicas que afetam diretamente o bem-estar do animal: superfícies quentes, água salgada, estímulos intensos e o risco de desidratação. Ajustar horários de passeio para períodos mais frescos e garantir hidratação constante ajudam a tornar o lazer mais seguro.

“Os coxins queimam muito rápido na areia quente, e o mar pode gerar irritações na pele e incômodo se não houver enxágue depois. A regra é simples: se está desconfortável para você, está ainda mais para o pet. Diversão com responsabilidade é entender que o descanso e as pausas são tão importantes quanto a brincadeira”, diz Cleber Santos.

Para o especialista, a chave para uma boa viagem é manter a estrutura emocional do animal. “Quando o pet percebe que a família continua sendo sua base, mesmo longe de casa, ele relaxa, aproveita e se comporta de maneira muito mais equilibrada. O tutor garante segurança e o pet devolve em forma de afeto, parceria e boas memórias de verão”, finaliza.

Por Maria Carolina Rossi

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postado em 15/01/2026 18:04
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