
O Dia do Cabeleireiro é celebrado em 19 de janeiro e, no Brasil — onde muitas pessoas buscam oportunidades de trabalho e renda próprias —, a profissão ganhou protagonismo não apenas como ofício estético, mas como porta de mobilidade social, empreendedorismo e inclusão econômica. Não é exagero dizer que, para muitos, ela representa mais do que cortar, colorir ou modelar, mas a possibilidade de transformar vidas.
Nesse cenário, a qualificação profissional tem papel decisivo na valorização da carreira e na ampliação das oportunidades no setor da beleza. Dione Wennie, cabeleireira e gestora nacional de educação profissional do Instituto Embelleze, explica que a formação estruturada contribui para o fortalecimento do empreendedorismo, a geração de renda e o desenvolvimento de profissionais mais preparados para atuar de forma autônoma e sustentável.
Mais do que técnica: a beleza como alavanca de mudança
A formação em beleza, especialmente o curso de cabeleireiro, tem se mostrado uma das trilhas mais rápidas e acessíveis para quem busca independência financeira. Em um país com forte vocação para o consumo de serviços de beleza e um mercado em constante movimento, a profissão de cabeleireiro se destaca como uma das mais versáteis e cheias de oportunidades para quem busca construir uma carreira sólida e empreender.
Segundo dados internos do Instituto Embelleze, 38% dos seus alunos relatam aumento de renda em até 12 meses após a formação, 1 em cada 3 abre o próprio negócio e 57% afirmam sentir que se tornaram protagonistas da própria vida. Esses números traduzem mais do que estatísticas: contam histórias de pessoas que deixaram a informalidade, construíram clientela fiel e passaram a sonhar mais alto, abrindo salões, atendendo em domicílio e, sobretudo, reconfigurando sua posição dentro da própria comunidade.
Da formação ao mercado de trabalho
O mercado da beleza, hoje, valoriza cada vez mais profissionais completos, que dominam técnicas, atendimento ao cliente e têm noção de gestão e empreendedorismo. Essa exigência não é apenas uma tendência, mas uma resposta à própria evolução da sociedade, em que consumidores buscam profissionais que vão além do básico e entregam experiência, confiança e resultados consistentes.
Segundo Dione Wennie, o diferencial da formação hoje está em ir além da técnica básica. “Quem quer atuar como cabeleireiro precisa buscar cursos que unam prática e noções de gestão. O mercado valoriza profissionais que entendem de atendimento, precificação, fidelização de clientes e posicionamento”, explica. Para ela, formações completas e especializações em áreas como coloração, cachos, penteados, alongamento, tranças e dreads, ampliam as possibilidades de atuação e ajudam o profissional a construir um negócio mais sustentável ao longo do tempo.

Inclusão, diversidade e impacto social
A profissão de cabeleireiro tem impacto social profundo porque, historicamente, é acessível a públicos diversos, independentemente de gênero, origem socioeconômica ou escolaridade prévia. Isso significa que ela tem sido uma das principais portas de entrada para a empregabilidade formal e informal de pessoas que, muitas vezes, enfrentam exclusão em outros setores da economia.
Impacto que vai além da renda
Para além dos ganhos financeiros, especialistas apontam que a formação profissional na área da beleza costuma impactar diretamente a autoestima, o senso de pertencimento e as redes de sociabilidade dos profissionais. Ao atuar de forma autônoma ou empreendedora, muitos passam a ocupar um novo lugar econômico e simbólico em suas comunidades, ampliando suas perspectivas de crescimento pessoal e profissional.
Construindo futuros
No contexto do Dia do Cabeleireiro, esta é mais do que uma homenagem técnica à profissão. É um reconhecimento da trajetória de muitos brasileiros e brasileiras que, por meio da beleza, encontraram uma forma de escrita própria de suas histórias, com independência, renda e propósito.
Por Denyze Moreira
