COMPORTAMENTO

Celular na cama: geração Z admite usar o telefone durante o sexo

Pesquisas mostram que mais de um terço da geração Z usa o celular durante a relação sexual, dividindo atenção entre parceiro, redes sociais e vídeos

Para a geração Z, a vida íntima também acontece em diálogo constante com a tela -  (crédito: Freepik )
Para a geração Z, a vida íntima também acontece em diálogo constante com a tela - (crédito: Freepik )

Uma cena que antes parecia impensável hoje é estatística: o celular entrou definitivamente no quarto, e não apenas como trilha sonora ou despertador. Para uma parcela significativa da geração Z, o aparelho acompanha inclusive o momento do sexo, revelando uma forma distinta de viver intimidade em um mundo permanentemente conectado.

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Um estudo conduzido pelo Google Ads com 100 mil estudantes universitários dos Estados Unidos, todos entre 18 e 22 anos, indica que mais de um terço dos entrevistados já dividiu a atenção entre o parceiro e a tela do celular durante a relação sexual. Cerca de 35 mil jovens afirmaram ter acessado redes sociais, respondido mensagens ou assistido a vídeos no TikTok enquanto faziam sexo. O dado não apenas chama atenção pelo hábito em si, mas pelo que ele revela sobre concentração, desejo e presença nessa geração.

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Dados reunidos pelo YikYak e Sidechat, plataformas populares entre universitários, reforçam a tendência. Segundo o levantamento, 35% de 100 mil estudantes norte-americanos usam o celular durante o sexo. Ou seja, cerca de 35 mil dos entrevistados tendem a realizar ações rápidas no aparelho, como checar uma notificação ou assistir a conteúdos breves, sem necessariamente interromper a relação. 

A pesquisa também incluiu perguntas mais amplas sobre sexo e relacionamentos, revelando comportamentos que desafiam noções tradicionais de privacidade. Um exemplo disso está em outro dado do estudo: 3% dos entrevistados disseram já ter mantido relações sexuais com o parceiro enquanto um colega de quarto estava presente no mesmo ambiente. 

A resposta reforça a percepção de fronteiras mais flexíveis entre o íntimo, o compartilhado e o público. Assim, os números apontam que a geração Z não apenas cresceu com a tecnologia, mas também construiu seus afetos, desejos e experiências íntimas em diálogo constante com ela.

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postado em 10/02/2026 17:21 / atualizado em 10/02/2026 17:21
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