A moda do carnaval 2026 se afasta da lógica da fantasia descartável e passa a firmar a folia como território de criação, identidade e expressão estética. Neste editorial, a proposta é olhar para a festa como um espaço legítimo de experimentação visual, no qual o vestir deixa de ser apenas figurino e se torna linguagem. O foco está na moda autoral, no feito à mão e na força simbólica das peças que constroem narrativas próprias dentro do universo carnavalesco.
O conceito do editorial parte da ideia de "carnavalizar" a estética, incorporar brilho, textura, cor e exagero como escolhas conscientes, e não como excesso aleatório. Aqui, o carnaval não é tratado como um evento isolado, mas como um campo criativo em que referências populares, artesanais e contemporâneas se encontram. O styling propõe composições abertas, que valorizam o processo, a mistura de materiais e a liberdade de construção dos looks, respeitando o espírito inventivo da festa.
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As marcas selecionadas reforçam esse olhar contemporâneo sobre a moda de carnaval. A Vamos Carnavalizar (@vamoscarnavalizar), especializada em acessórios produzidos manualmente, traz o crochê e o macramê como protagonistas das produções. Feitos à mão, os acessórios carregam textura, volume e informação visual, funcionando como elementos centrais dos looks e evidenciando o valor do trabalho artesanal dentro da estética carnavalesca.
A dimensão autoral e sustentável aparece de forma direta na proposta da Gia Dachi Carnaval (giadachi.carnaval). A marca trabalha com tecidos reaproveitados e retalhos garimpados, transformando materiais existentes em peças únicas, cheias de identidade. No editorial, essas criações mostram como o carnaval também é espaço de reinvenção, em que resíduos viram linguagem estética e o reaproveitamento se transforma em potência criativa, sem perder impacto visual.
Força do feito à mão
A Flor de Lóttus (@_flor_de_lottus), marca brasiliense de beachwear, dialoga com o corpo e o movimento, elementos essenciais do carnaval. Bodies e peças de praia aparecem como base das produções, funcionando como tela para sobreposições, acessórios e intervenções visuais. A escolha reforça a relação entre moda, verão e liberdade corporal, pilares fundamentais da estética carnavalesca.
As joias artesanais do Ateliê Adriana B. (@atelieadriannab) acrescentam sofisticação e presença cênica ao editorial. Produzidas manualmente, as peças, como os body chains, interagem diretamente com o corpo, acompanhando gestos e deslocamentos. No carnaval 2026, o acessório deixa de ser detalhe e assume protagonismo, ocupando a pele como extensão da roupa e reforçando a força do feito à mão.
A ousadia se completa com as criações da Baderna (@a.baderna), marca de lingerie pensada para aparecer. Com foco em liberdade e expressão, as peças rompem a lógica do invisível e passam a integrar o look de forma assumida. No editorial, a lingerie surge como camada estética, dialogando com transparências, recortes e sobreposições, tendências que seguem fortes na linguagem do carnaval contemporâneo.
Entre os principais elementos que atravessam o editorial estão as miçangas, o crochê, as pedras e os headpieces. Esses materiais aparecem tanto nos acessórios quanto nas roupas, criando composições ricas em textura, brilho e informação visual. A proposta é misturar técnicas, brincar com volumes e valorizar o trabalho manual e a estética popular como elementos centrais da moda carnavalesca.
Looks de carnaval
Top de crochê, da Vamos Carnavalizar (R$ 250)
Short de regulagem, da Flor de Lóttus (R$ 65)
Maiô preto, da Flor de Lóttus (R$ 130)
Short de regulagem, da Flor de Lóttus (R$ 65)
Headpiece vermelho, do Ateliê Adriana Borges (R$ 320)
Body Chain vermelho, do Ateliê Adriana Borges (R$ 297)
Biquíni com saia azul, da Flor de Lóttus (R$ 130)
Ombreira macramê, da Vamos Carnavalizar (R$ 200)
Top de miçangas, da Vamos Carnavalizar (R$ 180)
Bolero tule, da Gia Dachi (R$ 215)
Top retângulo, da Baderna (R$ 170)
Short de regulagem, da Flor de Lóttus (R$ 65)
Macaquinho, da Gia Dachi (R$ 350)
Top de crochê, da Vamos Carnavalizar (R$ 250)
Short de regulagem, da Flor de Lóttus (R$ 65)
Top de fitas, da Vamos Carnavalizar (R$ 300)
Short de regulagem, da Flor de Lóttus (R$ 65)
Top aro, da Baderna (R$ 260)
Body Chain, do Ateliê Adriana Borges (R$ 250)
Saia, da Flor de Lóttus (R$ 130)
Ficha técnica
Modelo
Marcela Paiva (@afropaiv)
Stylist
Giovanna Kunz
Maquiagem
Pri Santos (@prisantosartist)
Trancista
Gabriela Giacone (@bygiacone)
Lojas
Ateliê Adriana Borges (@atelieadriannab), Baderna (@a.baderna), Flor de Lóttus (@_flor_de_lottus), Gia Dachi (@giadachi.carnaval) e Vamos Carnavalizar (@vamoscarnavalizar)
Fotos
Mariana Campos (@marigrigori)
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