Decoração

Cortina blackout: 5 vantagens e como escolher o modelo ideal

Ela é uma excelente opção para manter a privacidade interna e externa dos ambientes, além de reduzir a luminosidade

Cortinas blackout deixam os ambientes mais escuros do que as cortinas convencionais (Projeto: Dantas & Passos Arquitetura | Imagem: Henrique Ribeiro) -  (crédito: EdiCase)
Cortinas blackout deixam os ambientes mais escuros do que as cortinas convencionais (Projeto: Dantas & Passos Arquitetura | Imagem: Henrique Ribeiro) - (crédito: EdiCase)

Casas cada vez mais iluminadas, integradas à paisagem e cheias de janelas generosas traduzem bem o estilo de morar contemporâneo. A luz natural, sem dúvida, deixa os ambientes mais agradáveis, aconchegantes e conectados com o lado de fora. Mas, quando aparece em excesso, ela também pode atrapalhar, seja ao interromper o sono logo cedo ou ao criar reflexos incômodos na TV.

Como solução para esse dilema, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, do escritório Dantas & Passos Arquitetura, sugerem o uso de cortinas blackout para salas de TV, quartos e cozinha, deixando os ambientes mais escuros do que as cortinas convencionais. “O uso vai de acordo com as necessidades do espaço e dos moradores, mas é um pedido popular, pois além de controlar a luminosidade, também oferecem isolamento térmico e acústico”, ressaltam.

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Abaixo, as arquitetas listam algumas vantagens das cortinas blackout. Confira!

1. Controle de luminosidade

As cortinas blackout são ótimas para criar um ambiente completamente escuro durante o dia e a noite, já que são confeccionadas com tecidos especiais para o bloqueio de luz. “Os tecidos tanto oferecem uma proteção contra os raios solares quanto para o bloqueio total da luz”, afirma Paula Passos.

2. Privacidade

Cortinas são uma excelente opção para manter a privacidade interna e externa dos ambientes, impedindo olhares diretos. “Como muitas residências são voltadas para algum vizinho, as cortinas se tornam essenciais para manter discrição, principalmente nos andares mais baixos de apartamentos com grande circulação de pessoas”, diz Danielle Dantas.

3. Isolamento térmico

Os tecidos blackout são especialmente mais densos, o que os possibilita reduzir a troca de calor entre o exterior e o interior, além de oferecer proteção térmica, ajudando a proteger pisos e móveis contra os efeitos nocivos dos raios ultravioleta, prolongando a vida útil dos bens da casa. “No verão, as cortinas blackout impedem que o calor excessivo adentre o ambiente, e no inverno, os tecidos seguram as rajadas de ventos gelados”, apontam as profissionais da Dantas & Passos Arquitetura.

4. Isolamento acústico

O material das cortinas blackout ajuda a abafar sons e ruídos externos, deixando o ambiente interno mais silencioso e tranquilo. “Uma boa opção para quem mora em zonas mais urbanas ou barulhentas da cidade”, explicam as especialistas.

5. Decoração

As cortinas blackout são extremamente versáteis nos estilos e estão disponíveis em uma ampla gama de cores, padrões e texturas que valorizam a decoração dos ambientes. “Podem e devem ser usadas com xales de tecido de cortina decorativos. Essa composição possibilita um maior controle de luz e potencial decorativo de visual leve e moderno”, completam.

Sala de estar com televisão, sofá cinza e, ao fundo, janela com cortina blackout branca
Nas salas de estar e de TV, é importante priorizar cortinas blackout de 70 a 90% (Projeto: Dantas & Passos Arquitetura | Imagem: Maura Mello)

Como escolher a cortina ideal?

Segundo Danielle Dantas e Paula Passos, existe um tipo de cortina ideal para cada ambiente da casa que vai suprir necessidades práticas e estéticas. Entretanto, é preciso considerar a função do ambiente e lembrar que há diferentes percentuais de blackout, variando em valores de 50, 70, 90 e 100%.

“Nos quartos, por exemplo, cortinas com 100% de blackout bloqueiam completamente a luz, garantindo um sono reparador. Já nas salas de estar e TV, é importante priorizar cortinas que equilibrem o controle de luz e estilo, então recomendamos o blackout de 70 a 90%, o suficiente para controlar o brilho em momentos de lazer, como assistir à TV. No home office, para alcançar o equilíbrio entre luz natural e privacidade, as cortinas com bloqueio de 50 a 60% são ideais. Na cozinha, o mesmo modelo do home office, mas com tecidos que sejam fáceis de limpar e resistentes à umidade”, explica Paula Passos.

Material da cortina

Quanto ao material do tecido, as arquitetas ressaltam que o poliéster é comum para cortinas blackout devido à durabilidade e facilidade de manutenção, ideal para quem busca uma solução prática e econômica. Mas as misturas de algodão oferecem um toque mais suave e natural, proporcionando um acabamento mais elegante ao ambiente, e podem ser combinadas com forros blackout para maior eficácia, mas que dependem do modelo escolhido. Entre esses, o mercado oferece tipos como persianas blackout, persiana romana blackout, cortinas rolô blackout, painel blackout, entre outras, que devem ser avaliadas na loja e com um profissional.

Tamanho da cortina

Antes da compra, para saber o tamanho ideal para um ambiente, é necessário medir corretamente o espaço que a cortina cobrirá e adicionar cerca de 20 cm de cada lado da janela para que tenha folga e evite a entrada de frestas. Além disso, Danielle Dantas alerta para a altura da cortina. “É preciso deixá-la rente ao piso ou mesmo solta com uma folga, assim evitamos que a luz ‘vaze’ por baixo e damos uma sensação de espaço maior”, aconselha.

Instalação

Após escolher as cortinas, é importante decidir se a instalação será feita em varões ou trilhos. Os varões, além de terem uma instalação e manutenção simples, deixam vazar um pouco mais de luz na parte superior. Já os trilhos, embora possam exigir uma instalação mais especializada, quando embutidos em cortineiros ou colocados rentes ao teto, bloqueiam melhor a luz. Além disso, as persianas blackout geralmente vêm com suportes próprios e específicos para cada modelo.

Cuidados com a manutenção

As cortinas e persianas devem ser incluídas na faxina de rotina de casas e apartamentos. “Sua limpeza básica e frequente é muito importante para garantir a saúde dos moradores, sobretudo aqueles que têm problemas respiratórios, alergias ou moram em grandes cidades”, aconselha a dupla. Pelo menos uma vez por semana, é indicado utilizar o aspirador de pó (sempre com o bocal de escova) nas cortinas para retirar a poeira da superfície, a fim de evitar que se acumule nos tecidos. 

Além da limpeza do dia a dia, é recomendada, duas vezes ao ano, a lavagem mais profunda em casa ou a seco por uma empresa especializada. “Indicamos que esse intervalo não seja maior do que 8 meses. Depois que a poeira se acumula, fica cada vez mais difícil a sua remoção, resultando em manchas impregnadas”, finalizam as arquitetas.

Por Emilie Guimarães

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PE
postado em 25/03/2026 18:37
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