
O número de brasileiros que utilizam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingressar em universidades no exterior tem crescido nos últimos anos, impulsionado pela ampliação de parcerias com instituições de países como Portugal, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Apesar do acesso mais facilitado, a aprovação internacional exige uma preparação que vai além da pontuação.
O movimento reflete uma mudança no perfil dos estudantes brasileiros, que passam a se preparar não apenas para o vestibular, mas para competir em um cenário global. Universidades internacionais buscam alunos com formação sólida, capacidade analítica e autonomia. Não é um processo baseado apenas em desempenho em prova, mas em trajetória acadêmica consistente.
Para auxiliar os estudantes que desejam estudar no exterior, o professor Idelfranio Moreira, diretor de Ensino e Inovações do SAS Educação, destaca que o preparo começa muito antes da inscrição. Segundo ele, alguns pilares são decisivos no processo. Confira abaixo!
1. Construa uma base acadêmica sólida
Universidades internacionais analisam histórico escolar, profundidade de aprendizado e capacidade de resolver problemas. Não se trata apenas de nota alta, mas de domínio consistente do conteúdo.
2. Desenvolva disciplina de estudo a longo prazo
Projetos internacionais valorizam constância. Criar rotina, metas semanais e acompanhamento de desempenho é mais importante do que estudar apenas em períodos de prova.

3. Participe de projetos e olimpíadas acadêmicas
Experiências extracurriculares mostram engajamento intelectual e ampliam o repertório. Competições científicas, pesquisas e projetos autorais fortalecem o currículo.
4. Aprenda a estudar com autonomia
Universidades estrangeiras valorizam estudantes que sabem aprender sozinhos, buscar referências e construir pensamento crítico.
5. Planeje o processo com antecedência
Documentação, provas, bolsas e prazos exigem organização. Quem se antecipa tem mais opções e menos estresse.
Segundo o professor, o diferencial não está em atalhos. O estudante que deseja competir em nível internacional precisa desenvolver uma cultura de estudo. Resultado fora do país é consequência da excelência construída todos os dias, finaliza.
Por Bianca Lodi
