educação

Férias escolares: como evitar situações de risco dentro e fora de casa 

Explorar o mundo com curiosidade e energia, sem supervisão de um adulto, pode levar as crianças a situações perigosas

Com alguns cuidados, as férias podem ser mais seguras e tranquilas para toda a família (Imagem: fizkes | Shutterstock)  -  (crédito: EdiCase)
Com alguns cuidados, as férias podem ser mais seguras e tranquilas para toda a família (Imagem: fizkes | Shutterstock) - (crédito: EdiCase)

Com a aproximação das férias escolares de julho, as crianças passam mais tempo em casa, parques, clubes, praias e condomínios. A época, marcada por diversão e liberdade, também exige atenção redobrada dos pais e responsáveis para evitar acidentes e exposição a atividades perigosas. Ao investir em brincadeiras seguras e divertidas, é possível garantir momentos de alegria para que todos aproveitem ao máximo os dias de descanso com tranquilidade e bem-estar. 

Atividades tanto dentro quanto fora de casa despertam curiosidade nos pequenos e, apesar de ser um impulso saudável, sem a supervisão de um responsável, elas podem causar situações perigosas, especialmente quando as crianças tentam repetir o que veem na internet ou brincam sem estrutura adequada, ressalta a psicopedagoga e escritora infantojuvenil Paula Furtado.

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A especialista detalha que interações perigosas são aquelas que colocam a criança em risco físico, emocional ou psicológico. Muitas vezes, elas parecem inofensivas em um primeiro olhar, mas envolvem quedas, sufocamento, exposição excessiva, desafios que humilham ou colocam em risco a integridade física e a saúde emocional da criança.

Como reduzir os acidentes durante as férias?

Dentro de casa, escalar móveis, pular da cama, correr em escadas, brincar com objetos cortantes, choques em tomadas e queimaduras com panelas no fogão são brincadeiras e acidentes comuns. Fora de casa, é preciso ter atenção redobrada com piscinas, bicicletas sem proteção, brincadeiras na rua sem vigilância ou em lugares desconhecidos. Protetores, travas e organização dos espaços ajudam muito e trazem mais tranquilidade aos adultos, reforça a especialista.

A construção da autonomia infantil deve acontecer de forma gradual e sempre de acordo com a faixa etária. Crianças menores demandam supervisão mais próxima, e os momentos de independência podem ser ampliados conforme amadurecem e demonstram responsabilidade.

Até os sete anos, a supervisão direta dos pais ou responsáveis é fundamental. A partir daí, é importante introduzir conversas sobre responsabilidade e limites, ampliando os espaços de liberdade de forma segura e respeitando o desenvolvimento de cada criança, explica Paula Furtado.

Mãe conversando com filha que está com o celular na mão, sentadas no sofá. A mulher tem o cabelo liso e solto, e está usando camisa cinza e branca listrada e calça marrom e a menina tem o cabelo liso, solto e está usando camisa de manga longa rosa e calça jeans
A supervisão digital é tão importante quanto os cuidados dentro e fora de casa (Imagem: Ground Picture | Shutterstock)

Desafios virtuais também oferecem riscos 

Entretenimento e desafios on-line também precisam entrar no radar dos pais. Na internet, o perigo é mais silencioso. Vídeos com desafios, pegadinhas violentas, jogos que envolvam dinâmicas que vão além de um simples passatempo ou estimulam autolesão ou exclusão, tudo isso pode afetar profundamente a autoestima e a segurança emocional das crianças, alerta Paula Furtado.

Para a especialista, é importante estar atento aos sinais de exposição na infância, como mudanças de comportamento, irritabilidade, isolamento, medo excessivo ou relatos confusos sobre brincadeiras, que podem indicar que algo não está bem ouvir, sem julgamento, é fundamental para oferecer o suporte necessário.

Além disso, a pressão para participar de brincadeiras perigosas, muitas vezes, expressa por frases como todo mundo faz ou se eu não fizer, vou ser zoado, deve ser encarada com acolhimento e reforço da autoestima. Ensinar às crianças que elas podem dizer não com coragem é uma forma importante de protegê-las e promover um ambiente mais seguro e saudável para o seu desenvolvimento, orienta.

Ambientes que exigem vigilância constante 

Por fim, a psicopedagoga lista alguns ambientes e pontos críticos que merecem supervisão ativa dos pais, regras claras e atenção contínua dos responsáveis durante as brincadeiras das crianças:

  • Praia: afogamentos, insolação, correntes de água;
  • Campo: animais peçonhentos, quedas, queimaduras;
  • Condomínio: brincadeiras em escadas, elevadores ou telhados, locais com risco de choque elétrico;
  • Clubes: descuido em piscinas ou áreas escorregadias.

Não existe infância sem aventura, mas é nossa responsabilidade criar ambientes com limites, onde a criança possa experimentar, crescer e errar sem se ferir. O brincar seguro é aquele que gera aprendizado, riso e boa memória. Supervisão ativa, regras claras e atenção contínua são essenciais, finaliza a educadora.

Por Elenice Costola

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PE
postado em 29/06/2026 16:08
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