Beleza

Além do cansaço: aparecimento de olheiras é ocasionado por diversos fatores

As marcas ao redor dos olhos têm forte peso genético, mas novos protocolos dermatológicos prometem suavizar o aspecto cansado e rejuvenescer a pele

O tratamento contra as olheiras pode ser fundamental para o rejuvenescimento da pele -  (crédito: Freepik)
O tratamento contra as olheiras pode ser fundamental para o rejuvenescimento da pele - (crédito: Freepik)

Depois de passar aquela noite em claro, acordar pela manhã e olhar-se no espelho pode ser um terror. Afinal, a privação de sono é a vilã mais famosa por causar manchas escuras ao redor dos olhos. No entanto, há, ainda, vários fatores que contribuem para o surgimento das olheiras, condição multifatorial complexa, influenciada pela genética, pela anatomia do rosto e pelo envelhecimento natural da pele.

O nascimento dessas marcas está atrelado, também, a componentes biológicos específicos, o que exige diagnósticos precisos para que o tratamento seja eficaz. De acordo com a dermatologista Paula Chicralla, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o sono inadequado costuma piorar o aspecto, mas não é o único culpado.

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"As olheiras são uma condição multifatorial, e nem sempre estão relacionadas apenas à privação de sono. Elas podem surgir por fatores genéticos, alterações vasculares, aumento da produção de melanina, perda de gordura na região dos olhos e até por características anatômicas da face", explica a profissional.

Entretanto, segundo Paula, a hereditariedade carrega a maior parcela de responsabilidade no desenvolvimento das olheiras. "Se os seus pais sofrem com o problema, as chances de você manifestá-lo são altas", destaca. Todavia, a rotina moderna atua como um acelerador e intensificador dessas marcas.

Hábitos como o tabagismo prejudicam a circulação e aceleram o envelhecimento da pele, enquanto o consumo de álcool causa desidratação. Até mesmo o hábito de passar horas em frente ao computador ou celular cobra o seu preço. De certo modo, o uso prolongado de telas impacta indiretamente ao causar fadiga ocular e prejudicar a qualidade do sono profundo.

O fim dos mitos

Quem busca soluções caseiras deve alinhar as expectativas, já que as promessas de internet nem sempre costumam resolver. As famosas compressas de chá de camomila ou rodelas de pepino gelado têm utilidade, mas não fazem milagres. A dermatologista Natasha Crepaldi esclarece que essas medidas realizadas dentro de casa oferecem apenas um alívio paliativo e passageiro. 

"Essas ações podem proporcionar uma melhora temporária, principalmente devido ao efeito refrescante e vasoconstritor do frio, que ajuda a reduzir o inchaço e suavizar a aparência da região. A camomila também possui propriedades calmantes e anti-inflamatórias leves. No entanto, elas não tratam a causa das olheiras nem promovem mudanças duradouras", afirma Natasha Crepaldi.

De acordo com a médica, essas receitas podem ser utilizadas como complemento para amenizar o aspecto cansado dos olhos, mas não substituem tratamentos dermatológicos quando há indicação. Além disso, prevenir totalmente o surgimento das olheiras nem sempre é viável quando a carga genética é mandatória. No entanto, focar em uma rotina de sono regular, usar protetor solar diariamente na região dos olhos, manter a área hidratada e evitar o cigarro ajuda a retardar o escurecimento.

Cuidar dessa região específica é estratégico para quem busca uma aparência rejuvenescida, uma vez que os olhos são a primeira área do rosto a denunciar o avanço da idade e o desgaste diário. "Mesmo quando a pele do rosto está bem cuidada, olheiras marcadas podem transmitir uma aparência de cansaço, tristeza ou envelhecimento precoce. Ao melhorar a qualidade da pele, reduzir a pigmentação, corrigir sulcos e devolver volume quando necessário, conseguimos proporcionar um aspecto mais descansado, iluminado e harmonioso", ressalta a dermatologista.

Como resolver? 

De acordo com Paula Chicralla o tratamento ideal depende do tipo de olheira. Por isso, a avaliação individualizada é fundamental. Para olheiras estruturais, o preenchimento com ácido hialurônico continua sendo uma das opções mais eficazes, pois corrige a perda de volume e reduz as sombras. Nas olheiras pigmentares, pode ser necessária a utilização de peelings químicos, lasers específicos para pigmentação e ativos clareadores prescritos por dermatologista. 

Já nas olheiras vasculares, tecnologias como alguns tipos de laser e luz pulsada podem ajudar a reduzir a visualização dos vasos. “Além disso, tratamentos regenerativos que estimulam a qualidade da pele, como bioestimuladores e protocolos associados à medicina regenerativa, vêm ganhando destaque por melhorar a espessura e a luminosidade da região”, recomenda a especialista.

Tipos de olheiras 

Para tratar o problema com sucesso, as dermatologistas dividem as olheiras em três categorias principais, baseadas em suas origens biológicas:

- Estruturais (aprofundadas) — Causadas pela anatomia do rosto, especificamente pela profundidade no sulco lacrimal. "Elas criam sombras que dão a impressão de escurecimento", aponta Chicralla.

- Vasculares (arroxeadas ou azuladas) — Ocorrem devido à extrema fineza da pele da pálpebra. A tonalidade azulada ou avermelhada acontece devido à transparência da pele fina, que permite a visualização dos vasos sanguíneos.

- Pigmentares (escuras ou marrons) — Têm ligação direta com o aumento da melanina na região. São mais frequentes em pessoas com predisposição genética e fototipos mais altos (peles morenas e negras). 

 

 


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postado em 05/07/2026 06:00
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